WASHINGTON, EUA (AFP) — O secretário americano de Justiça, Eric Holder, descartou nesta segunda-feira a aplicação do método que simula afogamento, também conhecido por "submarino", durante os interrogatórios a terroristas, e o qualificou de "tortura".
"A simulação de afogamento é uma tortura, meu departamento não vai permitir" isto, disse Holder em um discurso no Conselho Judaico de Assuntos Públicos.
O departamento de Justiça publicou hoje nove boletins internos, expedidos entre setembro de 2001 e agosto de 2003, que justificavam juridicamente as polêmicas medidas adotadas durante a "guerra contra o terrorismo" deflagrada pelo governo de George W. Bush (2001-2009).
Holder esclareceu que estas notas "não refletem as opiniões do atual departamento (de Justiça) e que, de nenhuma maneira, podem ser consideradas vigentes".
"O uso e a autorização da tortura (...) prejudica nossa capacidade para fazer uma justiça igualitária e é um perigo para nossos soldados se forem capturados no estrangeiro".
Conhecida nos Estados Unidos como "waterboarding", a simulação de afogamento foi uma técnica de interrogatório utilizada por agentes americanos contra suspeitos de terrorismo após os atentados do 11 de Setembro.
Nesta segunda-feira, o procurador Lev Dassin informou à Justiça americana que a CIA destruiu 92 gravações em vídeo de interrogatórios que mostravam suspeitos da Al-Qaeda sendo submetidos ao "waterboarding".
Segundo New York Times, os vídeos mostravam interrogatórios realizados em 2002 com Abu Zubaydah, suspeito de ser um importante membro da rede terrorista Al-Qaeda, e com Abdel Rahim al-Nachiri, supostamente envolvido no ataque ao navio americano USS Cole no Iêmen, em 2000.
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