Bruxelas, 6 nov (EFE).- O alto representante para a política externa e de segurança comum da União Europeia (UE), Javier Solana, prevê continuar trabalhando no mundo acadêmico, nos institutos de estudos internacionais e nos centros de gestão de crise quando deixar seu atual posto.
Fontes próximas ao responsável pela diplomacia europeia disseram nesta sexta-feira que Solana já manifestou publicamente estes objetivos e que, por enquanto, está concentrado em fazer seu trabalho até o final de seu mandato. Por isso, não quer fazer mais comentários sobre seu futuro após 14 anos em Bruxelas.
O jornal espanhol "El Mundo" informava hoje que o presidente do grupo empresarial Acciona, José María Entrecanales, estaria fechando negociações para que Solana seja seu assessor internacional.
As fontes consultadas não quiseram comentar diretamente essa informação.
Javier Solana deve deixar o posto assim que os líderes da UE decidirem sobre seu sucessor, algo que pode ocorrer em uma cúpula extraordinária ainda neste mês.
Solana, de 67 anos, chegou a Bruxelas como secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no final de 1995, cargo que exerceu até junho de 1999, quando foi nomeado como o primeiro alto representante para a política externa e segurança comum da UE.
Com o Tratado de Lisboa, que entrará em vigor em 1º de dezembro, seu sucessor terá mais poderes, já que será ao mesmo tempo vice-presidente da Comissão Europeia (órgão executivo da UE), presidirá as reuniões dos 27 ministros de Assuntos Exteriores do bloco e dirigirá o novo serviço diplomático comum europeu.
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