090523
Last edited May 24, 2009
More by Luis Nassif »
Ministro busca obter maioria em conselho - Nacional - Estadão.com.br
www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090524/not_imp3...

Ministro busca obter maioria em conselho

Tamanho do texto? A A A A

A renovação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é a chance para o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, garantir maioria segura para aprovar propostas que considera essenciais. Como presidente também do CNJ, Mendes encontrou dificuldades para aprovar medidas que pareciam ser simples.

Em março, o ministro queria aprovar recomendação para que os juízes priorizassem julgamentos de conflitos agrários, uma forma de tentar coibir as invasões pelo Movimento dos Sem-Terra (MST). Conselheiros reclamaram que Mendes não apresentou previamente a proposta ou negociou com os colegas sua aprovação - e quase derrubaram a iniciativa. O corregedor nacional de Justiça, Gilson Dipp, deu o voto de desempate em favor de Mendes.

Conselheiros afirmavam que Mendes tentava atropelar os colegas nas votações e fazê-los engolir suas propostas. Com isso, construiu inimizades no CNJ. A indicação de um aliado, como Marcelo Neves, é importante para o ministro. Mas a estratégia de declarar apoio e pedir votos para um candidato que ocupará uma vaga do Senado poderá gerar problemas. Se o escolhido for o advogado Erick Pereira, Mendes terá perdido apoio de um futuro conselheiro.

O CNJ tem 15 integrantes - dois representantes da sociedade indicados pelo Senado e pela Câmara; a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público escolhem dois cada; nove são indicações do Judiciário.
Câmbio

Real forte preocupa, diz Mantega - Economia - Estadão.com.br
www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090523/not_imp3...

Real forte preocupa, diz Mantega

Segundo ministro, valorização da moeda brasileira ?atrapalha? o setor produtivo, os exportadores e a agricultura

Anne Warth e Ricardo Leopoldo

Tamanho do texto? A A A A

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu que o recente crescimento do fluxo de dólares para o Brasil, que tem provocado expressiva valorização do real, é uma fonte de preocupação para o governo. No ano, a moeda americana já acumula queda de 13,2%. Ontem, fechou o dia cotada a R$ 2,027.

Na avaliação de Mantega, o movimento tem um lado positivo e outro negativo. Ao mesmo tempo em que reflete a confiança no País em um momento de crise global, traz dificuldades para o setor produtivo, notadamente para os exportadores.

"Essa valorização do câmbio já é um reflexo desse entusiasmo dos outros países para virem para o Brasil", disse o ministro, após participar de seminário promovido pela revista Carta Capital na capital paulista. Em compensação, observou, "é claro que atrapalha". "Atrapalha o setor produtivo, os exportadores, a agricultura, etc. Então, de fato, ela é uma fonte de preocupação."

O ministro destacou que o Banco Central (BC) já voltou a adquirir dólares para conter essa alta excessiva e, com isso, recompor as reservas internacionais. "Isso é muito bom, porque neste momento seríamos um dos poucos países aumentando nossas reservas para manter o País sólido. Devemos olhar pelo lado positivo. São mais investidores externos interessados no Brasil", ressaltou.

Questionado se a valorização cambial poderia acelerar a queda da taxa básica de juros (Selic), Mantega respondeu que o BC já deu sinais de que haverá continuidade na diminuição da Selic. "(Henrique) Meirelles tem falado nisso e, portanto, acredito que essa é a direção correta", declarou.

Mantega também indicou que o governo continua preocupado com o spread bancário (diferença entre o juro que as instituições pagam na captação do dinheiro e o que cobram dos clientes nos empréstimos).

"Temos de reduzir mais fortemente os spreads, de todos os bancos, dos privados e dos públicos também. Mesmo que tenha havido alguma melhora, temos de reduzir muito mais e é isso que vamos fazer", disse.

Mantega voltou a adotar um discurso otimista sobre as perspectivas de crescimento do Brasil. Segundo ele, a economia brasileira deverá retomar um nível de expansão entre 4% e 5% já em 2010. A projeção do mercado, segundo o mais recente relatório Focus do BC (que resulta de uma pesquisa com bancos e consultorias), é de 3,5%.

"Acredito numa crise mais curta, em que todos os países já estarão com crescimento positivo em 2010. Alguns em níveis modestos, mas países como o Brasil já poderão em 2010 alcançar um crescimento de 4% ou 5%, voltando ao crescimento do ano passado", afirmou.

Mantega destacou que um dos principais sinais de que a economia brasileira está se recuperando é a produção de veículos. De acordo com o ministro, o Brasil já é o sexto maior fabricante mundial do setor e "certamente vai ultrapassar os países europeus". Ele lembrou, ainda, que Brasil e Alemanha são os únicos países do mundo em que a produção de veículos no primeiro trimestre deste ano foi maior que a do mesmo período de 2008. "Isso mostra como a política econômica tem surtido mais efeito aqui do que em outros países."

Mantega citou também a recuperação do mercado de trabalho no País. Em abril, o saldo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho ficou positivo em 106.205 vagas.

"Nós sofremos também alguma perda de empregos no momento imediatamente posterior à crise, mas também já estamos criando novos empregos, o que é hoje raro no mundo, uma vez que na maioria dos países está havendo aumento do desemprego", disse, citando como exemplo os Estados Unidos, onde a perda de empregos mensal tem variado de 500 mil a 700 mil.
Folha de S.Paulo - Valorização do real é "preocupante", diz Mantega - 23/05/2009
www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2305200909.ht...
Valorização do real é "preocupante", diz Mantega

NATÁLIA PAIVA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A recente valorização do real ante o dólar -ocorrida principalmente com a volta do fluxo da moeda americana ao país, trazida por investidores estrangeiros- é "preocupante", mas um sinal da "robustez" do país, disse ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em seminário sobre a crise econômica realizado em São Paulo.
O ministro disse que, após o "tombo" do último trimestre de 2008 (queda de 3,6% do PIB), a economia brasileira já dá bons sinais, com recomposição de crédito e melhora de indicadores -como o de emprego, com 106 mil vagas criadas em abril.
"Na primeira melhora que deu lá fora, você já tem um forte fluxo de capitais para o Brasil." Resultado disso, afirma, é o fortalecimento do real ante o dólar -agora, fonte de preocupação, por "atrapalhar os setores produtivos, exportadores etc.".
Para evitar maior desvalorização do dólar ante o real, Mantega disse que o Banco Central já atua na compra de dólares para recompor reservas internacionais e na manutenção da queda nas taxas de juros. A recomposição de crédito, apesar de já ter melhorado, "ainda não é a ideal", ressaltou.
Apesar de "o pior da crise" já ter passado, segundo o ministro, o "spread" e a taxa de juros ainda são altos e é neles que as ações do governo devem se direcionar nos próximos meses.
"O BC tem sinalizado que vai dar continuidade à queda dos juros, creio que essa é a direção correta. Mas temos de reduzir mais fortemente o "spread" de todos os bancos, privados e públicos. E é o que vamos fazer nos próximos meses", disse, sem detalhar planos.
Para Mantega, o Brasil já está "em vias de recuperação". "[Em 2010], países como o Brasil já poderão alcançar crescimento de 4% ou 5%, voltando ao crescimento do ano passado."
A análise otimista foi feita após fala do Prêmio Nobel Nouriel Roubini, para quem a recuperação das economias -mesmo emergentes- será lenta e se arrastará por dois anos. Roubini disse que o Brasil deve ter crescimento zero neste ano, mas pode ter retração de 1%.
Ontem, Mantega voltou a dizer que o quarto trimestre já fechará com PIB em alta de 3% a 4% -no ano, haverá alta de 1%. Na semana passada, o ministro havia admitido a possibilidade de a economia brasileira crescer zero em 2009.
Para o ministro, a força da economia do país reside na baixa dependência do comércio internacional, na quantidade de reservas e na expansão do mercado interno, graças à massa salarial conquistada. "Os setores que deverão crescer mais [em 2009] são os voltados para o mercado interno."
Questionado, Mantega negou a possibilidade de reduzir a meta de inflação em 2011. Até 2010, a meta é de 4,5%.

Folha de S.Paulo - Temor sobre dívida dos EUA derruba dólar - 23/05/2009
www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2305200903.ht...
Temor sobre dívida dos EUA derruba dólar

Moeda recua diante de desvalorização de títulos americanos e de possível rebaixamento do grau de "risco zero" do país

No Brasil, dólar recuou mais 0,49% ontem e terminou a semana vendido a R$ 2,027, mesmo com compra de moeda pelo Banco Central

TONI SCIARRETTA
DA REPORTAGEM LOCAL

ALVARO FAGUNDES
DA REDAÇÃO

Diante do endividamento crescente dos EUA, o dólar americano desceu ontem aos menores patamares do ano na comparação com uma série de moedas, movimento que tem levado à recuperação nos preços de commodities, ações e divisas de países como o Brasil.
Pela primeira vez desde 2 de janeiro, o euro foi negociado acima de US$ 1,40 no mercado de câmbio internacional -retornou a US$ 1,3998 no final da tarde em Nova York. Em apenas 30 dias, o euro já recuperou 7,79% de seu valor em dólares. Já o iene mantém uma alta de 3,81% no período e segue na maior cotação em nove semanas, segundo a Bloomberg.
As perdas da moeda americana são ainda superiores se comparadas às principais moedas emergentes: 11,19% em relação ao dólar australiano, 9,57% para o real brasileiro, 7,39% para o rand sul-africano e 9,2% para o rublo russo, entre outros.
Para financiar o socorro aos bancos e às políticas de estímulo à economia, o governo Barack Obama teve de elevar a dívida americana, um problema que só pode ser viabilizado pela emissão de títulos de dívida ou pela impressão de moeda. Em ambos os casos, estimula a depreciação da moeda.
A desvalorização internacional do dólar se acentuou nos últimos dois dias, após a agência de classificação de risco Standard & Poor's ter colocado em xeque o status de risco zero para a dívida britânica, que também cresceu pelos mesmos motivos. Os investidores temem que a revisão possa acontecer com os EUA, que também tem dívida com nota AAA, a melhor na escala de risco.
Para financiar o crescimento da dívida, o Tesouro dos EUA decidiu levar a leilão um bloco gigante de US$ 101 bilhões em títulos na próxima semana. O leilão provocou a maior queda desde junho nos preços desses papéis, que passaram a ser negociados com as maiores taxas de juros desde novembro. Ontem, os títulos de dez anos foram comercializados com juros de 3,448% ao ano -2,8% maiores que na véspera; em janeiro, ainda estavam em 2,5%.
O porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou ontem que o governo não está preocupado com um eventual corte na sua nota de crédito e que não acredita que ela será alterada. Segundo o FMI, a dívida pública dos EUA representará, em 2010, cerca de 70% do PIB -a do Brasil é de menos de 40%.
Segundo o consultor Milton Wagner, nos últimos três meses moedas emergentes como o real têm seguido a variação do preço de commodities, que se tornaram um refúgio contra a deterioração do poder de compra do dólar. "No Brasil, isso se soma a boas oportunidades de investimento, que estimula o ingresso de capital", disse.
No Brasil, o dólar fechou ontem a R$ 2,027, com desvalorização de mais 0,49%, mesmo com a compra de moeda pelo Banco Central. Só nesta semana, a moeda americana perdeu 3,9% de seu valor no país.
Com o agravamento da crise, aplicar no dólar ganhou força, fazendo com a moeda subisse.
O Prêmio Nobel de Economia Paul Krugman afirmou que a estabilização da economia pode derrubar o preço do dólar. "O dólar vai cair bastante, ou pelo menos significativamente. A demanda por dólar foi inflada temporariamente pela crise. Boas notícias, na verdade, são más notícias para o dólar. Se as coisas se estabilizarem, então a demanda pelo dólar como "porto seguro" vai desabar."

Folha de S.Paulo - Análise: EUA precisam voltar atenção para sua moeda - 23/05/2009
www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2305200904.ht...
análise

EUA precisam voltar atenção para sua moeda

DO "FINANCIAL TIMES"

Acabou o tempo em que um funcionário americano podia dizer, como no governo de Richard Nixon: "O dólar pode ser nossa moeda, mas isso é problema seu". Parece passado também a colocação do atual secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, em janeiro, quando ele acusava a China de manipular seu câmbio.
Os acontecimentos seguintes obrigaram o Tesouro a olhar para os problemas internos. O dólar comercial caiu 10% após atingir, em março, seu pico em três anos, o que levou Geithner a dizer que sua "obrigação básica" é implementar políticas que garantam a confiança "em nossa moeda, que manteremos um dólar forte".
Um dólar forte é certamente de interesse dos EUA. Mas a vantagem de se financiar emitindo abundantes IOUs ("eu devo a vocês") agora enfrenta o seu maior teste, com o déficit orçamentário dos EUA atingindo 13% do PIB e obrigações não financiadas alcançando quatro vezes o tamanho do PIB. Bill Gross, da Pimco, diz que não demorará muito para os EUA perderem a classificação máxima de sua nota de crédito. Alguns até se referem ao "peso americano".
A China, por exemplo, deixou claro o seu ponto de vista ao chamar de "política equivocada" a decisão do Fed de imprimir dinheiro para comprar títulos do Tesouro.
E, apesar de nenhuma moeda aparecer ainda como séria rival, os credores precisam de garantias de que os EUA valorizam a solvência de longo prazo. Senão, o status especial do dólar acabará.

BC diverge da Fazenda sobre real forte - Economia - Estadão.com.br
www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090523/not_imp3...

BC diverge da Fazenda sobre real forte

Fazenda pressiona por queda da taxa básica de juros e BC descarta ligação entre a Selic e o câmbio

Fabio Graner e Fernando Nakagawa

Tamanho do texto? A A A A

O Ministério da Fazenda e o Banco Central tem visões diferentes sobre a desvalorização do dólar. Ao dizer que a valorização do câmbio é uma fonte de preocupação para o governo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tenta colocar pressão sobre o Banco Central para que não reduza o ritmo de queda na taxa básica de juros, a Selic. Já o BC avalia que o dólar está se desvalorizando não só no Brasil e que, portanto, a taxa de câmbio não está diretamente ligada à variação dos juros.

Embora reconheça que a melhora no humor externo esteja ajudando a valorizar o real em relação ao dólar, a avaliação majoritária dentro do Ministério da Fazenda é que o BC pode ajudar a conter esse movimento cortando agressivamente a taxa de juros. Fontes ouvidas pela Agência Estado dizem que há espaço para a Selic chegar à casa de 8% ao ano sem qualquer risco para a inflação.

A queda agressiva na Selic, em ritmo mais acelerado que o previsto pelo mercado, poderia, na visão da Fazenda, diminuir o estímulo para as operações de arbitragem, em que os investidores se aproveitam da diferença de juros no Brasil e no exterior. Eles captam recursos lá fora a juros baixos para aplicá-los aqui, a taxas altas. Esse mecanismo seria um dos principais motivos do forte ingresso de dólares na economia que têm valorizado o real.

A preocupação da Fazenda com o câmbio hoje é ainda maior do que era quando a moeda chegou, no ano passado, à casa de R$ 1,50 a R$ 1,60 porque, naquele momento, antes da quebra do banco Lehmann Brothers, os preços de commodities estavam próximos do pico e a economia mundial ainda experimentava um ritmo de crescimento robusto, o que garantia receita para os exportadores apesar do câmbio adverso. O cenário atual é diferente. Por isso, Mantega tratou de tirar o tema dos bastidores e levá-lo para uma discussão pública, tentando deixar o BC mais pressionado para explorar o espaço que tem para cortar juros.

Na quinta-feira, Mantega e o presidente do BC, Henrique Meirelles, se reuniram e a valorização do câmbio foi tema da conversa, segundo uma fonte da Fazenda, que não deu mais detalhes sobre o encontro.

Segundo uma fonte ligada ao BC, há uma forte tendência de desvalorização do dólar em relação a várias moedas, do euro ao real. Um dos motivos é a desconfiança sobre a situação fiscal americana, por causa dos enormes gastos com os programas de estímulo à economia.

Para o BC, há ainda outra questão: no auge da crise os investidores migraram em massa para aplicações de grande liquidez, a começar pelos títulos do Tesouro americano. Agora que a situação melhorou, os dólares começam a irrigar outros mercados, mudando as cotações de moedas em vários países. Além disso, a cotação do dólar no Brasil estaria mais ligada aos movimentos dos preços das commodities exportadas pelo País do que às taxas de juros. Por esses motivos, o Banco Central já não baseia suas análises sobre câmbio unicamente na relação com o dólar. Leva em conta também o euro.
EUA preparam reforma financeira profunda - Economia - Estadão.com.br
www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090523/not_imp3...

EUA preparam reforma financeira profunda

Segundo secretário do Tesouro americano, governo apresentará novo plano em junho

AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Tamanho do texto? A A A A

As práticas das empresas financeiras americanas usadas para remunerar seus executivos precisam de uma mudança profunda, afirmou ontem o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, ao canal de TV Bloomberg. Ele disse que a administração do presidente americano, Barack Obama, deve anunciar em meados de junho um plano para ajudar as companhias a realinhar esses pagamentos de acordo com a eficiência nos negócios.

"Eu não acredito que vamos voltar à situação anterior", disse Geithner. O secretário do Tesouro afirmou que as práticas atuais de Wall Street encorajam o risco de curto prazo e ofereceram as condições para que a crise financeira se instalasse no país. "Vamos precisar de mudanças muito, muito substanciais", afirmou.

Segundo ele, será necessária uma mudança de padrão das atuais regras de forma que os reguladores federais possam garantir que bolhas como a que originou a recessão não ocorram novamente. "Queremos estabelecer normas de regulamentação mais rígidas para garantir que o sistema criado para pagar prêmios (aos executivos) não afetará a ação dos reguladores", disse Geithner.

O plano de remunerações a executivos fará parte de uma proposta de mudança na regulação financeira voltada a proteger consumidores e reduzir a vulnerabilidade do sistema financeiro americano a crises.

Geithner não se arriscou a dizer quando a crise deve acabar. Segundo ele, o crédito ainda está "apertado" e as taxas de juros são ainda "elevadas". Segundo ele, a melhora deve ocorrer gradualmente à medida que as dívidas das empresas e dos consumidores chegarem a níveis sustentáveis. "Isso vai tornar o processo de recuperação um pouco mais lento do que seria de outra forma", acrescentou.

BANCOS

O secretário do Tesouro declarou que há uma "preocupação real" no fato de alguns bancos grandes que receberam ajuda do governo terem a intenção de apressar a devolução. Segundo ele, devolver agora aos cofres públicos o dinheiro pode interferir na capacidade desses bancos de aumentar a concessão de empréstimos, num mercado ainda escasso. Os bancos querem o quanto antes reembolsar o socorro público oferecido por meio do Programa de Resgate de Ativos Problemáticos (Tarf, na sigla em inglês) de US$ 700 bilhões. Dessa forma, eles podem se livrar das regras rígidas impostas pelo governo no uso desses recursos.

Mas, segundo Geithner, o governo americano quer desencorajar a devolução precoce. Antes de reembolsar o dinheiro, os bancos terão de provar que têm mais capital do que o recomendado pelo governo nos "testes de estresse". As instituição financeiras terão ainda de provar que são capazes de levantar dinheiro com o setor privado "em uma escala significativa", sem ajuda governamental.
Seis anos depois, a culpa ainda é de FH
Governo Lula culpa antecessor por problemas em diferentes áreas
BRASÍLIA. O governo do presidente Fernando Henrique Cardoso acabou há quase seis anos e meio, mas o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva insiste em atribuirlhe, até hoje, qualquer mal que, aos olhos do petista, assole o país. Quando, em seus inúmeros discursos de improviso, Lula enumera as dificuldades pelas quais o país atravessa, seja nas áreas de desenvolvimento econômico, saúde, educação ou qualquer outro assunto, a culpa invariavelmente é repassada para seu antecessor.

Ao mesmo tempo em que é pródigo em críticas ao tucano, o presidente se esmera em elogios aos militares, por exemplo, e até mesmo a deputados que usavam livremente suas cotas de viagens para presentear parentes e eleitores com passeios inclusive para o exterior.

Candidata de Lula a substituí-lo em 2010, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, seguiu o mesmo tom e, ontem, ao falar da Petrobras, contestou a oposição, que afirma que a estatal é uma caixa-preta. De acordo com Dilma, se a empresa já teve esse problema, ele ocorreu entre 1997 e 2000, anos em que Fernando Henrique Cardoso estava na Presidência.

Logo no início do primeiro mandato, em 2003, os petistas cunharam uma expressão para se referir à gestão de FH: herança maldita.

E Lula, apesar de não citar com tanta frequência a frase, faz questão de jogar nas costas de seu antecessor qualquer problema vivido pelo Brasil.

Anteontem, na Turquia, Lula disse que a pobreza no país é decorrência da mediocridade de outros governantes: — A nossa pobreza se deve, muitas vezes, à mediocridade de quem nos governou durante tantos anos e não agiu com a grandeza com que um chefe de uma nação tem que agir — afirmou.

Animados com o exemplo do chefe, outros subordinados também exercitam as críticas a quem deixou o governo há mais de seis anos. Ontem, ao ter de explicar resultados negativos numa pesquisa do IBGE, Eliezer Pacheco, secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, aproveitou para cutucar os tucanos.

— Os governos anteriores pouco valorizaram a educação profissional. Sempre houve um grande preconceito, temos uma tradição bacharelesca muito forte. O governo Lula eliminou aquela lei insensata que impedia a expansão da rede federal, o que nos levou a perder praticamente dois anos até que alterássemos a legislação, em 2005. Temos um programa de expansão que é muito ambicioso — disse Eliezer.
Midia

Folha de S.Paulo - Abordagem profunda de jornais atrai leitor, aponta pesquisa - 23/05/2009
www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2305200924.ht...
Abordagem profunda de jornais atrai leitor, aponta pesquisa

Diários são meio de informação favorito, segundo levantamento com 4.900 pessoas em sete países

Lajos Jardai - 4.mai.06/Bloomberg
Homem lê jornal na Alemanha; 69% dizem preferir publicação


DA REDAÇÃO

A busca por reportagens de profundidade é o principal motivo para leitores preferirem os jornais como seu principal meio de informação, segundo pesquisa realizada com consumidores de sete países.
Pouco mais de 25% dos 4.900 entrevistados no levantamento, feito pela PricewaterhouseCoopers e pela Associação Mundial de Jornais, afirmam preferir os jornais porque querem reportagens mais profundas. A visualização rápida do conteúdo e a facilidade de leitura são os outros dois principais motivos apontados para a escolha dos diários.

A pesquisa mostra ainda que, em condições iguais de acesso, os consumidores preferem os jornais como seu principal meio de informação, à frente de internet, jornais eletrônicos e telefones celulares. Em média, 69% dos entrevistados disseram preferir os jornais, ante 29% dos que priorizam a internet e 2% dos que escolhem jornais eletrônicos e celulares.
A liderança dos jornais se reflete em todas as faixas etárias. Entre pessoas de 50 a 64 anos, a preferência supera os 70%. Na faixa dos 30 aos 49 anos, a escolha pelos jornais como principal fonte de notícias está em cerca de 65%, preferência um pouco superior à registrada entre os consumidores que têm entre 16 e 29 anos.
A preferência pelos jornais, diz a pesquisa, repete-se em todos os países em que ela foi realizada: Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, França, Canadá, Holanda e Suíça.
Na hora de conseguir informações, o jornal também é uma das principais preferências dos consumidores. São 33 minutos diários utilizados para a leitura, ficando atrás somente da televisão, cujos telespectadores assistem a notícias por 43 minutos.
De acordo com o levantamento, os jornais têm uma base de leitores forte e leal, reflexo da sua credibilidade, que é maior do que as dos outros meios. Isso, diz a pesquisa, dá a oportunidade para os jornais acompanharem e conduzirem os consumidores à medida que eles usam meios on-line e eletrônicos portáteis.
"O relatório encontrou que os princípios básicos de análise aprofundada e editorial confiável se transportam bem para o on-line -a marca do jornal é mais importante do que o meio."

CPI

Folha de S.Paulo - Dilma defende Petrobras e descarta cargo para PMDB - 23/05/2009
www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2305200902.htm
Dilma defende Petrobras e descarta cargo para PMDB

Ministra sugere que estatal "pode ter sido caixa-preta" durante governo tucano Na Turquia, Lula mostrou desconfiança com a CPI e afirmou que "ainda não está bem explicado qual o motivo" da investigação

LETÍCIA SANDER
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) incluiu um novo ingrediente à estratégia do governo de tachar o PSDB de inimigo da Petrobras ao sugerir, ontem, que a estatal "pode ter sido uma caixa-preta" entre 1997 e 2000 -durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, portanto-, ao contrário do que ocorre hoje.
Ao retomar os trabalhos na Casa Civil após quase dois dias internada em São Paulo, Dilma classificou de "espantoso" o comportamento dos que levantam suspeição em torno da estatal, numa referência à oposição, que insistiu na criação de CPI para investigar a empresa. "Essa história de falar que a Petrobras é uma caixa-preta... pode ter sido uma caixa-preta em 97, 98, 99, 2000. A Petrobras de hoje é uma empresa com nível de contabilidade dos mais apurados do mundo. Caso contrário, os investidores não a procurariam como sendo um dos grandes objetos de investimento. Investidor não investe em caixa-preta", afirmou ela. Para levantar a tese de que, na gestão Lula, a Petrobras seria mais transparente, a ministra citou o fato de a estatal estar submetida à lei Sarbanes-Oxley, criada em 2002 para garantir mecanismos de auditoria confiáveis nas empresas, sobretudo as grandes, que tem operações financeiras no exterior.
"É uma lei que é das mais rígidas no que se refere a demonstrações contábeis, a explicitação para controle do acionista e do investidor das contas estratégicas da empresa."
Dilma voltou a dizer que a estatal "tem de ser preservada" por ser a maior empregadora e contratadora de bens e serviços, e pelo papel ainda maior que terá em virtude do pré-sal. E afirmou que as investigações a serem feitas pela CPI poderiam ser resolvidas no TCU (Tribunal de Contas da União) ou no Ministério Público.
Durante a defesa da estatal, a ministra chegou a embargar a voz. Ela disse ter momentos em que fica "emocionada": "Além de eu achar a Petrobras estrategicamente muito importante, importante para o Brasil, um símbolo para nós, da nossa própria capacidade, tanto no que se refere à tecnologia... também é a empresa do meu coração".
A ministra fez ainda uma veemente defesa do petista Guilherme Estrella, diretor de Exploração e Produção da Petrobras, um dos postos mais cobiçados. "Não há até agora por parte do governo [nenhum sinal de mudança], nem haverá, acredito. Não tem sinal de alguém ter nos pedido isso."
Dilma se referiu a Estrella como "um dos melhores diretores da Petrobras". "É um homem íntegro, é um técnico competentíssimo, é um geólogo de primeira, é o responsável por essa determinação e pelo pré-sal e é um homem que a gente tem de honrar pelo tempo de trabalho. Meu apoio ao diretor Estrella é irrestrito. O meu [apoio] pessoal", destacou. Dilma tentou afastar especulações de que o cargo é alvo da barganha do PMDB, em troca do apoio ao governo na CPI da Petrobras. Questionada sobre as frequentes contrapartidas exigidas pelo partido, ela resumiu: "Isso é parte da história".

Investigação
O presidente Lula voltou a manifestar desconfiança em relação às motivações para a abertura da CPI da Petrobras. Em entrevista conjunta com o presidente da Turquia, Abdullah Gül, ele não quis se aprofundar, mas prometeu falar sobre o assunto no Brasil. "Porque eu gostaria de saber qual é o fato determinado da CPI. Ou seja, no fundo, no fundo, no fundo, no fundo, ainda não está bem explicado qual o motivo dessa CPI", disse.
O requerimento do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), que cria a CPI, pede que sejam investigadas as obras da refinaria Abreu e Lima (PE), a manobra contábil feita pela estatal para pagar menos impostos e os patrocínios fechados com prefeituras em festas juninas.

Colaborou MARCELO NINIO, enviado especial a Ancara

Dilma condena CPI e defende gestão da Petrobras atacando governo FH
Ministra diz que 'não há a menor hipótese' de trocar diretor de Exploração

Luiza Damé 

BRASÍLIA. Às vésperas da instalação da CPI da Petrobras no Senado, a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, tentou defender a empresa atacando o governo anterior, do presidente Fernando Henrique Cardoso. Dilma disse que hoje a Petrobras não é uma caixa-preta, mas “pode ter sido” no governo passado.

— A Petrobras pode ter sido uma caixa-preta em 97, 98, 99 e 2000 (anos do governo tucano).

A Petrobras de hoje é uma empresa com nível de contabilidade dos mais apurados do mundo, caso contrário os investidores não a procurariam como sendo um dos grandes objetos de investimento. Investidor não investe em caixa-preta — argumentou.

— É espantoso que se refiram dessa forma a uma empresa do porte da Petrobras.

Segundo Dilma, por ser uma empresa de sociedade anônima, a Petrobras é controlada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e tem ações abertas na Bolsa de Valores de Nova York. Depois do escândalo da empresa americana Eron — que faliu em 2001, denunciada por fraudes contábeis —, foi editada a lei SarbanesOxley, com rígidos parâmetros de demonstração contábil das empresas que operam naquele mercado.

— A Petrobras cumpre sistematicamente a Sarbanes-Oxley — afirmou Dilma.

Ministra diz que Estrella tem seu apoio irrestrito Segundo Dilma, a Petrobras tem de ser preservada, e os objetivos da CPI criada no Senado podem ser atendidos com investigações pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pelo Ministério Público. Ela disse que apoia o diretor de Exploração da empresa, Guilherme Estrella, e negou que o PMDB tenha proposto a sua substituição pelo diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, em troca de ter maior controle das investigações no Senado.

— Não há a menor hipótese (de tirar Estrella). Isso não está em cogitação. Que eu tenha conhecimento, (a troca) não foi pedida — disse Dilma, repetindo que o PMDB é aliado do governo.

— Eu acho o diretor Estrella um dos melhores diretores da Petrobras. É um homem íntegro, um técnico competente e um geólogo de primeira. É um homem que a gente tem que honrar pelo tempo de trabalho, pela integridade e pela verticalidade dele. Tem meu apoio irrestrito.

Em Ancara, na Turquia, o presidente Lula criticou a instalação da CPI: — Eu gostaria de saber qual é o fato determinado da CPI.

Ou seja, no fundo, no fundo, no fundo, no fundo, ainda não está bem explicado qual o motivo dessa CPI.

2010

Pesquisa mostra petista com 19% a 25% - Nacional - Estadão.com.br
www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090523/not_imp3...

Pesquisa mostra petista com 19% a 25%

Apoio a ministra é maior entre eleitores que sabem de sua doença

Vera Rosa

Tamanho do texto? A A A A

A doença da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, não traz impacto negativo para sua candidatura à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2010. Pesquisa encomendada pelo PT ao instituto Vox Populi, no início do mês, mostrou que Dilma tem intenção de voto mais alta entre eleitores que sabem do seu tratamento para combater um câncer no sistema linfático. Nesse grupo, considerado "politicamente ativo", ela chega a ter 33% das preferências, enquanto o governador de São Paulo, José Serra, um dos pré-candidatos do PSDB, aparece com 43%.

Sem essa variável, o índice de intenção de voto na ministra vai de 19% a 25%, dependendo do cenário. Apenas 31% dos entrevistados sabem que a pré-candidata do PT à Presidência tem um tumor. Pouco mais de um terço (36%) ouviu "alguma notícia" sobre Dilma nos últimos tempos, e 54% dos eleitores não têm conhecimento de que ela é a candidata apoiada por Lula.

Realizada entre os últimos dias 2 e 7, em todo o País, a pesquisa com 2 mil pessoas foi recebida com entusiasmo tanto pelo governo como pela cúpula petista. "A ministra apresenta, hoje, patamar de votos que muitos esperavam para o fim do ano", afirmou o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP). "Além disso, a crise internacional não afetou a popularidade do presidente, que tem 87% de avaliação positiva."

O quadro considerado mais provável pelo Planalto mostra Dilma enfrentando Serra e a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL) em 2010. Nesse cenário, Serra lidera com 43%, Dilma tem 22% e Heloísa, 11%. Sem Serra e com Aécio Neves (PSDB), governador de Minas, a ministra sobe para 25%. Aécio, por sua vez, fica com 20%. Com a entrada do PSB no páreo, Dilma tem 19%, Serra, 36%, o deputado Ciro Gomes, 17%, e Heloísa, 8%.

Enquanto Serra tem distribuição equilibrada de votos em todas as variáveis (renda, escolaridade, gênero e idade), por ser mais conhecido, Dilma aparece como uma candidatura em construção. O levantamento revelou, por exemplo, que ela apresenta desvantagem na faixa com escolaridade mais baixa, justamente a camada da população em que Lula tem mais apoio.
Educação

Dirigente do MEC diz que culpa é do governo FH
Secretário do ministério admite que governo oferece poucos cursos, mas responsabiliza lei aprovada há 11 anos e já revogada
Demétrio Weber 

BRASÍLIA. O secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC), Eliezer Pacheco, disse que a baixa participação do setor público na oferta de ensino profissionalizante reflete o descaso de governos anteriores, especialmente o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Eliezer lembra que o Congresso aprovou lei em 1998, ainda no primeiro mandato de Fernando Henrique, proibindo a União de criar e manter novas escolas técnicas federais.

A restrição foi derrubada no governo Lula, que pretende entrar para a História como o presidente que criou o maior número de escolas técnicas no país. Até o fim do ano que vem, o MEC promete entregar 214 unidades, das quais 75 estão prontas e o restante, em obras.

Quando o presidente tomou posse, em 2003, havia 140 estabelecimentos, segundo o MEC.

— Os governos anteriores pouco valorizaram a educação profissional. Sempre houve um grande preconceito, temos uma tradição bacharelesca muito forte.

O governo Lula eliminou aquela lei insensata que impedia a expansão da rede federal, o que nos levou a perder praticamente dois anos até que alterássemos a legislação, em 2005. Temos um programa de expansão muito ambicioso — diz Eliezer.

O investimento na expansão da rede federal alcançará R$ 1,1 bilhão, no período 2005-2010, segundo o secretário. Hoje, 215 mil estudantes frequentam cursos técnicos de nível médio e superior tecnológicos. No fim de 2010, deverão ser 500 mil.

Crise econômica diminuiu demanda por mão de obra As primeiras escolas técnicas foram inauguradas no país em 1909. Para comemorar o centenário, o governo quer concluir cem unidades este ano, das quais 12 foram lançadas. Nem todas são novas, já que o programa prevê a reforma e ampliação de escolas já existentes.

— O poder público tem que e vai aumentar sua participação na oferta da educação profissional — diz Eliezer.

Ele disse que o gargalo da falta de mão de obra qualificada ficou evidente com o aquecimento da economia, antes da crise financeira mundial. O fim da onda de crescimento, após o estouro da crise em setembro de 2008, suavizou o problema. Mas, segundo Eliezer, o país precisa investir no setor profissionalizante para retomar o crescimento econômico e criar oportunidades para a juventude.

Em outra frente, o MEC reservou R$ 900 milhões para o programa Brasil Profissionalizado, em parceria com estados; 18 governos estaduais já fecharam a parceria, no valor de R$ 500 milhões. Em contrapartida, os estados devem aumentar a matrícula de alunos.

Novos convênios serão assinados este ano.
The content on this page is provided by a Google Notebook user, and Google assumes no responsibility for this content.