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Ministro busca obter maioria em conselho - Nacional - Estadão.com.br
www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090524/not_imp3... Ministro busca obter maioria em conselho
Tamanho do texto? A A A A Em março, o ministro queria aprovar recomendação para que os juízes priorizassem julgamentos de conflitos agrários, uma forma de tentar coibir as invasões pelo Movimento dos Sem-Terra (MST). Conselheiros reclamaram que Mendes não apresentou previamente a proposta ou negociou com os colegas sua aprovação - e quase derrubaram a iniciativa. O corregedor nacional de Justiça, Gilson Dipp, deu o voto de desempate em favor de Mendes. Conselheiros afirmavam que Mendes tentava atropelar os colegas nas votações e fazê-los engolir suas propostas. Com isso, construiu inimizades no CNJ. A indicação de um aliado, como Marcelo Neves, é importante para o ministro. Mas a estratégia de declarar apoio e pedir votos para um candidato que ocupará uma vaga do Senado poderá gerar problemas. Se o escolhido for o advogado Erick Pereira, Mendes terá perdido apoio de um futuro conselheiro. O CNJ tem 15 integrantes - dois representantes da sociedade indicados pelo Senado e pela Câmara; a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público escolhem dois cada; nove são indicações do Judiciário. Câmbio
Real forte preocupa, diz Mantega - Economia - Estadão.com.br
www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090523/not_imp3... Real forte preocupa, diz MantegaSegundo ministro, valorização da moeda brasileira ?atrapalha? o setor produtivo, os exportadores e a agricultura Anne Warth e Ricardo Leopoldo Tamanho do texto? A A A A Na avaliação de Mantega, o movimento tem um lado positivo e outro negativo. Ao mesmo tempo em que reflete a confiança no País em um momento de crise global, traz dificuldades para o setor produtivo, notadamente para os exportadores. "Essa valorização do câmbio já é um reflexo desse entusiasmo dos outros países para virem para o Brasil", disse o ministro, após participar de seminário promovido pela revista Carta Capital na capital paulista. Em compensação, observou, "é claro que atrapalha". "Atrapalha o setor produtivo, os exportadores, a agricultura, etc. Então, de fato, ela é uma fonte de preocupação." O ministro destacou que o Banco Central (BC) já voltou a adquirir dólares para conter essa alta excessiva e, com isso, recompor as reservas internacionais. "Isso é muito bom, porque neste momento seríamos um dos poucos países aumentando nossas reservas para manter o País sólido. Devemos olhar pelo lado positivo. São mais investidores externos interessados no Brasil", ressaltou. Questionado se a valorização cambial poderia acelerar a queda da taxa básica de juros (Selic), Mantega respondeu que o BC já deu sinais de que haverá continuidade na diminuição da Selic. "(Henrique) Meirelles tem falado nisso e, portanto, acredito que essa é a direção correta", declarou. Mantega também indicou que o governo continua preocupado com o spread bancário (diferença entre o juro que as instituições pagam na captação do dinheiro e o que cobram dos clientes nos empréstimos). "Temos de reduzir mais fortemente os spreads, de todos os bancos, dos privados e dos públicos também. Mesmo que tenha havido alguma melhora, temos de reduzir muito mais e é isso que vamos fazer", disse. Mantega voltou a adotar um discurso otimista sobre as perspectivas de crescimento do Brasil. Segundo ele, a economia brasileira deverá retomar um nível de expansão entre 4% e 5% já em 2010. A projeção do mercado, segundo o mais recente relatório Focus do BC (que resulta de uma pesquisa com bancos e consultorias), é de 3,5%. "Acredito numa crise mais curta, em que todos os países já estarão com crescimento positivo em 2010. Alguns em níveis modestos, mas países como o Brasil já poderão em 2010 alcançar um crescimento de 4% ou 5%, voltando ao crescimento do ano passado", afirmou. Mantega destacou que um dos principais sinais de que a economia brasileira está se recuperando é a produção de veículos. De acordo com o ministro, o Brasil já é o sexto maior fabricante mundial do setor e "certamente vai ultrapassar os países europeus". Ele lembrou, ainda, que Brasil e Alemanha são os únicos países do mundo em que a produção de veículos no primeiro trimestre deste ano foi maior que a do mesmo período de 2008. "Isso mostra como a política econômica tem surtido mais efeito aqui do que em outros países." Mantega citou também a recuperação do mercado de trabalho no País. Em abril, o saldo do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho ficou positivo em 106.205 vagas. "Nós sofremos também alguma perda de empregos no momento imediatamente posterior à crise, mas também já estamos criando novos empregos, o que é hoje raro no mundo, uma vez que na maioria dos países está havendo aumento do desemprego", disse, citando como exemplo os Estados Unidos, onde a perda de empregos mensal tem variado de 500 mil a 700 mil. Folha de S.Paulo - Valorização do real é "preocupante", diz Mantega - 23/05/2009
www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2305200909.ht... Valorização do real é "preocupante", diz Mantega
NATÁLIA PAIVA Folha de S.Paulo - Temor sobre dívida dos EUA derruba dólar - 23/05/2009
www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2305200903.ht... Temor sobre dívida dos EUA derruba dólar
Moeda recua diante de desvalorização de títulos americanos e de possível rebaixamento do grau de "risco zero" do país
TONI SCIARRETTA
Diante do endividamento
crescente dos EUA, o dólar
americano desceu ontem aos
menores patamares do ano na
comparação com uma série de
moedas, movimento que tem
levado à recuperação nos preços de commodities, ações e divisas de países como o Brasil. Folha de S.Paulo - Análise: EUA precisam voltar atenção para sua moeda - 23/05/2009
www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2305200904.ht... análise
EUA precisam voltar atenção para sua moeda DO "FINANCIAL TIMES"
Acabou o tempo em que
um funcionário americano
podia dizer, como no governo de Richard Nixon: "O dólar pode ser nossa moeda,
mas isso é problema seu".
Parece passado também a
colocação do atual secretário
do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, em janeiro,
quando ele acusava a China
de manipular seu câmbio. BC diverge da Fazenda sobre real forte - Economia - Estadão.com.br
www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090523/not_imp3... BC diverge da Fazenda sobre real forteFazenda pressiona por queda da taxa básica de juros e BC descarta ligação entre a Selic e o câmbio Fabio Graner e Fernando Nakagawa Tamanho do texto? A A A A Embora reconheça que a melhora no humor externo esteja ajudando a valorizar o real em relação ao dólar, a avaliação majoritária dentro do Ministério da Fazenda é que o BC pode ajudar a conter esse movimento cortando agressivamente a taxa de juros. Fontes ouvidas pela Agência Estado dizem que há espaço para a Selic chegar à casa de 8% ao ano sem qualquer risco para a inflação. A queda agressiva na Selic, em ritmo mais acelerado que o previsto pelo mercado, poderia, na visão da Fazenda, diminuir o estímulo para as operações de arbitragem, em que os investidores se aproveitam da diferença de juros no Brasil e no exterior. Eles captam recursos lá fora a juros baixos para aplicá-los aqui, a taxas altas. Esse mecanismo seria um dos principais motivos do forte ingresso de dólares na economia que têm valorizado o real. A preocupação da Fazenda com o câmbio hoje é ainda maior do que era quando a moeda chegou, no ano passado, à casa de R$ 1,50 a R$ 1,60 porque, naquele momento, antes da quebra do banco Lehmann Brothers, os preços de commodities estavam próximos do pico e a economia mundial ainda experimentava um ritmo de crescimento robusto, o que garantia receita para os exportadores apesar do câmbio adverso. O cenário atual é diferente. Por isso, Mantega tratou de tirar o tema dos bastidores e levá-lo para uma discussão pública, tentando deixar o BC mais pressionado para explorar o espaço que tem para cortar juros. Na quinta-feira, Mantega e o presidente do BC, Henrique Meirelles, se reuniram e a valorização do câmbio foi tema da conversa, segundo uma fonte da Fazenda, que não deu mais detalhes sobre o encontro. Segundo uma fonte ligada ao BC, há uma forte tendência de desvalorização do dólar em relação a várias moedas, do euro ao real. Um dos motivos é a desconfiança sobre a situação fiscal americana, por causa dos enormes gastos com os programas de estímulo à economia. Para o BC, há ainda outra questão: no auge da crise os investidores migraram em massa para aplicações de grande liquidez, a começar pelos títulos do Tesouro americano. Agora que a situação melhorou, os dólares começam a irrigar outros mercados, mudando as cotações de moedas em vários países. Além disso, a cotação do dólar no Brasil estaria mais ligada aos movimentos dos preços das commodities exportadas pelo País do que às taxas de juros. Por esses motivos, o Banco Central já não baseia suas análises sobre câmbio unicamente na relação com o dólar. Leva em conta também o euro. EUA preparam reforma financeira profunda - Economia - Estadão.com.br
www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090523/not_imp3... EUA preparam reforma financeira profundaSegundo secretário do Tesouro americano, governo apresentará novo plano em junho AGÊNCIAS INTERNACIONAIS Tamanho do texto? A A A A "Eu não acredito que vamos voltar à situação anterior", disse Geithner. O secretário do Tesouro afirmou que as práticas atuais de Wall Street encorajam o risco de curto prazo e ofereceram as condições para que a crise financeira se instalasse no país. "Vamos precisar de mudanças muito, muito substanciais", afirmou. Segundo ele, será necessária uma mudança de padrão das atuais regras de forma que os reguladores federais possam garantir que bolhas como a que originou a recessão não ocorram novamente. "Queremos estabelecer normas de regulamentação mais rígidas para garantir que o sistema criado para pagar prêmios (aos executivos) não afetará a ação dos reguladores", disse Geithner. O plano de remunerações a executivos fará parte de uma proposta de mudança na regulação financeira voltada a proteger consumidores e reduzir a vulnerabilidade do sistema financeiro americano a crises. Geithner não se arriscou a dizer quando a crise deve acabar. Segundo ele, o crédito ainda está "apertado" e as taxas de juros são ainda "elevadas". Segundo ele, a melhora deve ocorrer gradualmente à medida que as dívidas das empresas e dos consumidores chegarem a níveis sustentáveis. "Isso vai tornar o processo de recuperação um pouco mais lento do que seria de outra forma", acrescentou. BANCOS O secretário do Tesouro declarou que há uma "preocupação real" no fato de alguns bancos grandes que receberam ajuda do governo terem a intenção de apressar a devolução. Segundo ele, devolver agora aos cofres públicos o dinheiro pode interferir na capacidade desses bancos de aumentar a concessão de empréstimos, num mercado ainda escasso. Os bancos querem o quanto antes reembolsar o socorro público oferecido por meio do Programa de Resgate de Ativos Problemáticos (Tarf, na sigla em inglês) de US$ 700 bilhões. Dessa forma, eles podem se livrar das regras rígidas impostas pelo governo no uso desses recursos. Mas, segundo Geithner, o governo americano quer desencorajar a devolução precoce. Antes de reembolsar o dinheiro, os bancos terão de provar que têm mais capital do que o recomendado pelo governo nos "testes de estresse". As instituição financeiras terão ainda de provar que são capazes de levantar dinheiro com o setor privado "em uma escala significativa", sem ajuda governamental. Seis anos depois, a culpa ainda é de FH
Governo Lula culpa antecessor por problemas em diferentes áreas
BRASÍLIA. O governo do presidente Fernando Henrique Cardoso acabou há quase seis anos e meio, mas o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva insiste em atribuirlhe, até hoje, qualquer mal que, aos olhos do petista, assole o país. Quando, em seus inúmeros discursos de improviso, Lula enumera as dificuldades pelas quais o país atravessa, seja nas áreas de desenvolvimento econômico, saúde, educação ou qualquer outro assunto, a culpa invariavelmente é repassada para seu antecessor. Ao mesmo tempo em que é pródigo em críticas ao tucano, o presidente se esmera em elogios aos militares, por exemplo, e até mesmo a deputados que usavam livremente suas cotas de viagens para presentear parentes e eleitores com passeios inclusive para o exterior. Candidata de Lula a substituí-lo em 2010, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, seguiu o mesmo tom e, ontem, ao falar da Petrobras, contestou a oposição, que afirma que a estatal é uma caixa-preta. De acordo com Dilma, se a empresa já teve esse problema, ele ocorreu entre 1997 e 2000, anos em que Fernando Henrique Cardoso estava na Presidência. Logo no início do primeiro mandato, em 2003, os petistas cunharam uma expressão para se referir à gestão de FH: herança maldita. E Lula, apesar de não citar com tanta frequência a frase, faz questão de jogar nas costas de seu antecessor qualquer problema vivido pelo Brasil. Anteontem, na Turquia, Lula disse que a pobreza no país é decorrência da mediocridade de outros governantes: — A nossa pobreza se deve, muitas vezes, à mediocridade de quem nos governou durante tantos anos e não agiu com a grandeza com que um chefe de uma nação tem que agir — afirmou. Animados com o exemplo do chefe, outros subordinados também exercitam as críticas a quem deixou o governo há mais de seis anos. Ontem, ao ter de explicar resultados negativos numa pesquisa do IBGE, Eliezer Pacheco, secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, aproveitou para cutucar os tucanos. — Os governos anteriores pouco valorizaram a educação profissional. Sempre houve um grande preconceito, temos uma tradição bacharelesca muito forte. O governo Lula eliminou aquela lei insensata que impedia a expansão da rede federal, o que nos levou a perder praticamente dois anos até que alterássemos a legislação, em 2005. Temos um programa de expansão que é muito ambicioso — disse Eliezer. Midia
Folha de S.Paulo - Abordagem profunda de jornais atrai leitor, aponta pesquisa - 23/05/2009
www1.folha.uol.com.br/fsp/dinheiro/fi2305200924.ht... Abordagem profunda de jornais atrai leitor, aponta pesquisa
Diários são meio de informação favorito, segundo levantamento com 4.900 pessoas em sete países
DA REDAÇÃO
A busca por reportagens de
profundidade é o principal motivo para leitores preferirem os
jornais como seu principal
meio de informação, segundo
pesquisa realizada com consumidores de sete países. CPI
Folha de S.Paulo - Dilma defende Petrobras e descarta cargo para PMDB - 23/05/2009
www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2305200902.htm Dilma defende Petrobras e descarta cargo para PMDB
Ministra sugere que estatal "pode ter sido caixa-preta" durante governo tucano
Na Turquia, Lula mostrou desconfiança com a CPI
e afirmou que "ainda não
está bem explicado qual
o motivo" da investigação
Dilma condena CPI e defende gestão da Petrobras atacando governo FH
Ministra diz que 'não há a menor hipótese' de trocar diretor de Exploração
Luiza Damé Ministra diz que Estrella tem seu apoio irrestrito Segundo Dilma, a Petrobras tem de ser preservada, e os objetivos da CPI criada no Senado podem ser atendidos com investigações pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pelo Ministério Público. Ela disse que apoia o diretor de Exploração da empresa, Guilherme Estrella, e negou que o PMDB tenha proposto a sua substituição pelo diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, em troca de ter maior controle das investigações no Senado. 2010
Pesquisa mostra petista com 19% a 25% - Nacional - Estadão.com.br
www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090523/not_imp3... Pesquisa mostra petista com 19% a 25%Apoio a ministra é maior entre eleitores que sabem de sua doença Vera Rosa Tamanho do texto? A A A A Sem essa variável, o índice de intenção de voto na ministra vai de 19% a 25%, dependendo do cenário. Apenas 31% dos entrevistados sabem que a pré-candidata do PT à Presidência tem um tumor. Pouco mais de um terço (36%) ouviu "alguma notícia" sobre Dilma nos últimos tempos, e 54% dos eleitores não têm conhecimento de que ela é a candidata apoiada por Lula. Realizada entre os últimos dias 2 e 7, em todo o País, a pesquisa com 2 mil pessoas foi recebida com entusiasmo tanto pelo governo como pela cúpula petista. "A ministra apresenta, hoje, patamar de votos que muitos esperavam para o fim do ano", afirmou o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP). "Além disso, a crise internacional não afetou a popularidade do presidente, que tem 87% de avaliação positiva." O quadro considerado mais provável pelo Planalto mostra Dilma enfrentando Serra e a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL) em 2010. Nesse cenário, Serra lidera com 43%, Dilma tem 22% e Heloísa, 11%. Sem Serra e com Aécio Neves (PSDB), governador de Minas, a ministra sobe para 25%. Aécio, por sua vez, fica com 20%. Com a entrada do PSB no páreo, Dilma tem 19%, Serra, 36%, o deputado Ciro Gomes, 17%, e Heloísa, 8%. Enquanto Serra tem distribuição equilibrada de votos em todas as variáveis (renda, escolaridade, gênero e idade), por ser mais conhecido, Dilma aparece como uma candidatura em construção. O levantamento revelou, por exemplo, que ela apresenta desvantagem na faixa com escolaridade mais baixa, justamente a camada da população em que Lula tem mais apoio. Educação
Dirigente do MEC diz que culpa é do governo FH
Secretário do ministério admite que governo oferece poucos cursos, mas responsabiliza lei aprovada há 11 anos e já revogada
Demétrio Weber BRASÍLIA. O secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC), Eliezer Pacheco, disse que a baixa participação do setor público na oferta de ensino profissionalizante reflete o descaso de governos anteriores, especialmente o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Eliezer lembra que o Congresso aprovou lei em 1998, ainda no primeiro mandato de Fernando Henrique, proibindo a União de criar e manter novas escolas técnicas federais. A restrição foi derrubada no governo Lula, que pretende entrar para a História como o presidente que criou o maior número de escolas técnicas no país. Até o fim do ano que vem, o MEC promete entregar 214 unidades, das quais 75 estão prontas e o restante, em obras. Quando o presidente tomou posse, em 2003, havia 140 estabelecimentos, segundo o MEC. — Os governos anteriores pouco valorizaram a educação profissional. Sempre houve um grande preconceito, temos uma tradição bacharelesca muito forte. O governo Lula eliminou aquela lei insensata que impedia a expansão da rede federal, o que nos levou a perder praticamente dois anos até que alterássemos a legislação, em 2005. Temos um programa de expansão muito ambicioso — diz Eliezer. O investimento na expansão da rede federal alcançará R$ 1,1 bilhão, no período 2005-2010, segundo o secretário. Hoje, 215 mil estudantes frequentam cursos técnicos de nível médio e superior tecnológicos. No fim de 2010, deverão ser 500 mil. Crise econômica diminuiu demanda por mão de obra As primeiras escolas técnicas foram inauguradas no país em 1909. Para comemorar o centenário, o governo quer concluir cem unidades este ano, das quais 12 foram lançadas. Nem todas são novas, já que o programa prevê a reforma e ampliação de escolas já existentes. — O poder público tem que e vai aumentar sua participação na oferta da educação profissional — diz Eliezer. Ele disse que o gargalo da falta de mão de obra qualificada ficou evidente com o aquecimento da economia, antes da crise financeira mundial. O fim da onda de crescimento, após o estouro da crise em setembro de 2008, suavizou o problema. Mas, segundo Eliezer, o país precisa investir no setor profissionalizante para retomar o crescimento econômico e criar oportunidades para a juventude. Em outra frente, o MEC reservou R$ 900 milhões para o programa Brasil Profissionalizado, em parceria com estados; 18 governos estaduais já fecharam a parceria, no valor de R$ 500 milhões. Em contrapartida, os estados devem aumentar a matrícula de alunos. Novos convênios serão assinados este ano. |