OnlinePress 2007-08-24
Last edited September 30, 2007
More by corvo v »
O Primeiro de Janeiro

O Primeiro de Janeiro - CDS quer caso dos transgénicos explicado pelo Governo
www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=1679091c5...
CDS quer caso dos transgénicos explicado pelo Governo



O CDS-PP requereu ontem a audição dos ministros da Administração Interna e da Agricultura na comissão permanente do Parlamento, agendada para 6 de Setembro, para prestarem esclarecimentos sobre a invasão de um campo de milho transgénico, em Silves. “O Governo falhou. Os ministros da Agricultura e da Administração Interna falharam”, disse o deputado Mota Soares, referindo-se ao caso da invasão e destruição de mais de um hectare daquele cereal. “O ministro da Administração Interna falhou porque devia ter sido impedida a entrada em propriedade privada”, disse o deputado, para quem Jaime Silva “falhou” por ter começado por dizer “que não tinha nada a ver” com a invasão.
Barlavento

O milho transgénico destruído na Herdade da Lameira, em Silves
barlavento - Espanha: Greenpeace denuncia recorde de superfícies cultivadas com milho transgénico
www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=1766...
Economia

Espanha: Greenpeace denuncia recorde de superfícies cultivadas com milho transgénico

d.r. Ver Fotos »
Transgénicos

A Espanha atingiu uma cifra recorde de superfícies cultivadas com milho transgénico, entre 65 mil e 70 mil hectares, denunciou hoje a organização ecologista Greenpeace, em comunicado.

Segundo esse documento, tais culturas cobrem "entre 18 e 20 por cento da superfície do país dedicada à cultura de milho", o "número mais elevado registado desde o início de culturas transgénicas em Espanha, há dez anos".

A organização critica também o governo espanhol por não fornecer "dados independentes sobre estas culturas perigosas" e, por outro lado, "reconhecer que não dispõe de uma estimativa da situação, apesar da obrigação legal imposta pela UE".

A organização ecologista recorda que apresentou em Maio um relatório que aponta "o perigo que representa a cultura do trigo transgénico Mon 810 da multinacional Monsanto, devido à alta variabilidade do conteúdo de uma toxina insecticida".

Por esta razão, a Greenpeace considera como "um claro sinal de irresponsabilidade" o facto do "governo não só tolerar as culturas transgénicas de Mon 810, autorizadas pelo governo anterior mas também permitir (a cultura) de novas variedades deste milho sem que seja conhecido o seu comportamento", conclui o texto.

24 de Agosto de 2007 | 12:35
lusa

barlavento - Mendes Bota acusa ministro da Agricultura de "sabotar" legislação sobre zonas livres de
www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=1766...
Política

Mendes Bota acusa ministro da Agricultura de "sabotar" legislação sobre zonas livres de transgénicos

mara dionísio Ver Fotos »
O ministro jaime Silva no meio do milho transgénico destruído

O PSD/Algarve acusou o ministro da Agricultura de ter “sabotado” a legislação a favor das zonas livres de transgénicos, permitindo que a lei não seja aplicada caso um agricultor decida plantar produtos geneticamente modificados.

"O PSD/Algarve não pode deixar de acusar este ministro da Agricultura de ser o principal responsável pela publicação da Portaria 904/2006, a qual sabotou a legislação a favor das zonas livres de transgénicos, ao permitir que estas não sejam aplicáveis, bastando um único agricultor a elas se opor", lê-se num comunicado enviado à comunicação social.

Apesar do PSD/Algarve estar contra a cultura de Organismos Geneticamente Modificados (OGM), "por os considerar potencialmente perigosos para a espécie humana", repudia, no entanto, a recente destruição de uma plantação de milho transgénico no município de Silves.

Classificando como um "bando de auto-intitulados ecologistas", os responsáveis pela "acção delinquente" de destruir cerca de um hectare de milheiral, o PSD/Algarve considera que o movimento Verde Eufémia tinha "formas democraticamente mais adequadas de manifestação e de alerta perante esta problemática".

"O movimento "Verde Eufémia prestou um péssimo serviço à causa dos ambientalistas e ecologistas, cuja esmagadora maioria são pessoas moderadas, que não se confundem com estas formas irresponsáveis de protesto", afirma o PSD/Algarve.

No documento intitulado "Transgénicos - uma sucessão de disparates", a Comissão Distrital do PSD/Algarve critica também a "postura política arrogante" do ministro da Agricultura, Jaime Silva" por ter decretado apoio jurídico ilegal ao agricultor lesado.

"Do alto da sua ignorância, o Ministro da Agricultura desconheceu estar perante um crime, cuja investigação compete ao Ministério Público, não necessitando o agricultor, nem de advogado, nem de aconselhamento jurídico para nada", lê-se também na nota de imprensa.

As críticas do PSD/Algarve são também disparadas para a actuação da GNR que caracteriza de "branda" e "estranha passividade".

"(…) Com estranha passividade, [a GNR] assistiu à destruição do milheiral, limitando-se a umas poucas identificações, para posterior averiguação. O país assistiu a uma invasão de propriedade privada, e as forças da autoridade testemunharam a destruição de uma cultura, ao arrepio de todas as leis".

O PSD/Algarve indica ainda que tem participado activamente na aprovação de inúmeras resoluções por parte das Assembleias Municipais, declarando Municípios do Algarve como zonas livres de transgénicos.

24 de Agosto de 2007 | 08:56
lusa

barlavento - Transgénicos: O que é o «Movimento Verde Eufémia»?
www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=1763...
Regional

Transgénicos: O que é o «Movimento Verde Eufémia»?

barlavento Ver Fotos »
Activistas cortam milho transgénico na Herdade da Lameira, Silves

O auto-intitulado «Movimento Verde Eufémia» passou do total anonimato para os títulos dos jornais de um momento para o outro, após ter protagonizado a destruição de um campo de milho transgénico na Herdade da Lameira, em Silves, na passada sexta-feira.

Apesar de não serem conhecidos registos da sua criação oficial, nem de quando esta terá acontecido, parece provável que tenha angariado muitos dos activistas que participaram na acção durante o evento Ecotopia, que decorreu em Aljezur, entre os dias 4 e 19 de Agosto.

O único membro conhecido do movimento «Verde Eufémia», Gualter Baptista, pertencia à organização da Ecotopia.

Testemunhas no local revelaram ao «barlavento» que saiu do acampamento de Aljezur pelo menos um dos autocarros com os activistas, em direcção à Herdade da Lameira, no dia da acção.

No site do Grupo de Acção e Intervenção Ambiental (GAIA), a associação portuguesa responsável pela organização do Ecotopia 2007, o grupo afirma que «não é razoável, como veio referido nalguma comunicação social, constituir uma ligação entre a iniciativa Ecotopia e a acção do Movimento Verde Eufémia».

Ainda assim admite que participantes no Ecotopia possam ter ajudado à destruição do campo de milho transgénico.

Por outro lado, o grupo assume que apoia a acção levada a cabo na Herdade da Lameira, «por considerar o uso de desobediência civil e acção directa não violenta uma estratégia válida na luta pelos direitos sociais e ambientais da população».

«É com agrado que o GAIA vê outros grupos preocupados com os riscos provocados pelo cultivo de OGM», acrescenta.

O Ecotopia teve em Aljezur a sua 19ª edição. Esta é uma iniciativa que se realiza anualmente em diferentes países e que passou pela primeira vez em Portugal este ano.

Ao longo de duas semanas, diz o GAIA, passaram pela iniciativa cerca de 500 pessoas, vindas de vários pontos da Europa.

24 de Agosto de 2007 | 08:47
hugo rodrigues

barlavento - Herdade da Lameira pode ter variedade perigosa de milho transgénico
www.barlavento.online.pt/index.php/noticia?id=1763...
Regional

Herdade da Lameira pode ter variedade perigosa de milho transgénico

mara dionísio Ver Fotos »
O milho transgénico destruído na Herdade da Lameira, em Silves

A variedade de milho transgénico que está plantada na Herdade da Lameira, em Silves, pode ser prejudicial para os seres humanos. O alerta para esta situação foi dado pela Frente do Algarve Livre de Transgénicos e teve eco numa tomada de posição pública recente da associação ambientalista Almargem.

O tipo de milho aqui utilizado será da mesma variedade de um outro utilizado numa plantação nas Filipinas, que terá causado o aparecimento de diversas doenças em habitantes de aldeias vizinhas à exploração.

A fonte de ambas as organizações é um livro editado recentemente por Jeffrey Smith, intitulado «Roleta Genética».

Segundo o presidente da Almargem João Santos, a lei que regula a plantação de OMG em Portugal «prevê que haja medidas de emergência sempre que surjam dados novos».

Para o ambientalista, a situação nas Filipinas, da qual já conhecia relatos antes do lançamento do livro mencionado, devia ter levado o Estado a «ter em conta o princípio da precaução». Até porque, nas Filipinas, a área cultivada descrita «é menor» do que a da Herdade das Lameiras.

Um cuidado que o director regional de Agricultura Castelão Rodrigues garantiu que as autoridades responsáveis estão a ter. O governo criou uma comissão para acompanhar a introdução de transgénicos em Portugal, na qual participam diversas associações do sector.

A Agrobio-Associação Portuguesa de Agricultura Biológica, a Ansene-Associação Nacional Produtores Comerciantes de Sementes e a Anpromis-Associação nacional de Produtores de Milho e Sogro têm estado no terreno juntamente com técnicos do Ministério da Agricultura, garantiu Castelão Rodrigues.

Este grupo está a fazer o acompanhamento de plantações de milho transgénico, ao longo dos «próximos três anos», para averiguar qual a taxa de contaminação dos campos que circundam os de Organismos Geneticamente Modificados (OGM).

«Em Fevereiro deste ano, foi lançado o primeiro relatório da comissão. Os resultados laboratoriais determinaram que a presença de OGM nas culturas naturais era inferior a 0,05 por cento, no pior caso. Foram retiradas 18 amostras, 10 das quais não estavam contaminadas», revelou Castelão Rodrigues.

No que toca à exploração da Herdade da Lameira, o agricultor até fez mais do que a lei determinava. «Com uma exploração de 50 hectares apenas tinha de plantar uma área de protecção com 20 por cento da área total. Lá estão plantados 20 hectares de milho natural», garantiu.

Ainda assim, João Santos tem uma opinião formada quanto ao destino a dar ao milho plantado em Silves.

«Devia-se pegar na lei e, pura e simplesmente, remover o milho e queimá-lo, como um resíduo tóxico», afirmou.

24 de Agosto de 2007 | 08:34
hugo rodrigues

Semanário

Semanário - A desagregação do Estado e o terrorismo em Silves
www.semanario.pt/noticia.php?ID=3561

A desagregação do Estado e o terrorismo em Silves
2007-08-24 00:18

Jorge Coelho não tem dúvidas: a situação é da maior gravidade e vai haver punições na GNR. "Foi a GNR que falhou operacionalmente e tem de haver responsáveis", disse ao SEMANÁRIO o conselheiro de Estado e antigo ministro com a tutela sobre as forças policiais. A invasão da Herdade da Lameira, filmada pela televisão, com a polícia a assistir, tornou-se, subitamente, naquilo que o Estado não pode ser nem permitir. Fez lembrar as ocupações do Verão Quente. Um acto terrorista que obriga à intervenção do Ministério Público. Mas também um sinal de que a autoridade do Estado está em causa e que a lei não é cumprida em Portugal. Marcelo Rebelo de Sousa, logo na segunda-feira, na entrevista ao "Diário Económico", explicava: "Há uma certa desmistificação daquilo que era um dos trunfos fundamentais de José Sócrates: sentido de autoridade, liderança, determinação."

Subitamente, o Estado começou a desfazer-se. A falta de autoridade que José Sócrates tinha reparado, logo no início do seu mandato, e que justificou algum endurecimento disciplinar, acabou por surtir o efeito contrário. Desde o PREC que não víamos a polícia a assistir sem agir à invasão e destruição da propriedade privada em Portugal. Era a terra de um português pobre do Algarve. Se tivesse sido de um estrangeiro, seria um escândalo mundial.
Nada é mais formador da maneira de ser português que a sua própria propriedade privada. Ainda que os bens da Igreja tenham sido confiscados por duas vezes nos últimos trinta anos, sempre que se chegou à propriedade privada os regimes caíram. Porquê? Porque foi aqui que começou o primeiro capitalismo. Foi aqui, com o financiamento do corso e da pirataria, mas sobretudo da aventura marítima para o Norte de África e depois para o resto do mundo que o capitalismo financeiro e comercial teve as suas raízes, por muito que isso custe a Braudel.
É essa essência de ganhar na terra parte do quinhão que Deus nos reservou no céu que fez os portugueses, para além da moral da "Imitação de Cristo". E quem não entendeu isso não entendeu também qual a razão de um Estado com mais de oitocentos anos e a razão por que os portugueses são nação e são independentes. Ou seja, não é um estadista.


Quatro problemas

Há quatro questões fundamentais na história da invasão da Herdade de Silves, alegadamente por causa dos transgénicos. Em primeiro lugar, estamos perante um acto terrorista. Trata-se de uma organização criminosa, que aterrorizou um lavrador e que lhe invadiu as terras e destruiu as culturas.
Não eram culturas de cannabis ou marijuana, muito elogiadas na primeira página do "Diário de Notícias" de segunda-feira, as dos Açores (Pico) por serem de grande qualidade, segundo os holandeses alegadamente especialistas no consumo dessa produção ilícita. Não. Não era crime. Era a produção de milho devidamente autorizada pelo Estado e cuja produção havia mesmo já sido paga pelo Estado ao agricultor.
É como é isto possível. É possível por causa do ambiente de desagregação do Estado que se vive em Portugal. E não se pode diminuir o acontecido. Atacou-se a propriedade privada e, chamada a intervir, a GNR não fez nada e deixou que a destruição terrorista acontecesse.
Chegamos à segunda questão politicamente relevante: a GNR sempre que é chamada a intervir tem medo das populações. Assistimos a isso em Barrancos, com os toiros, onde a autoridade do Estado foi colocada em causa e a GNR não fez nada para impedir a violação da lei. As polícias ao fim de trinta anos estão traumatizadas, por terem servido o regime político anterior. A GNR, com os comandos incompetentes que tem tido, não serve portanto para nada. Quando há populações não actua. Não é por questão de bom senso. É porque é incompetente, porque ela e o seu ministro da tutela (no caso António Costa foi até ao mês passado o responsável pela GNR) não tem a menor noção do que é o Estado e do que é a autoridade do Estado e do bem público que ela representa, enquanto garantia da paz e da segurança no país. Não há cultura política no Estado nem nas polícias. Elas não sabem o que é essencial e o que é acessório num Estado democrático e de Direito.


Ministro leva dois dias para inquérito
e Cavaco Silva só intervém quatro dias depois


No Estado totalitário elas serviam o Governo e a União Nacional, "mesmo que isso significasse bater em estudantes que protestavam contra o regime". A GNR, uma espécie de guarda de aparato monárquico como os republicanos sempre gostaram de imitar, não serve para nada. Já não servia no regime anterior. E, agora, sempre que há desordem pública, não actua. Não sendo possível transformá-la numa força militar, seria melhor acabar com a GNR, e o exemplo dado demonstra que é uma polícia sem capacidade e que não serve para cumprir as suas obrigações estatutárias. (Não nos esqueçamos das tropas especiais, com enquadramento militar, que honram o nome de Portugal no Mundo). As chefes não servem, a polícia abusa do poder em algumas situações e quando deve actuar não actua - curiosamente sempre em prejuízo dos mais fracos.
A terceira questão levantada pela invasão da propriedade de Silves tem a ver com a ausência de uma resposta política imediata pelo chefe de Estado e pelo chefe do Governo. Na sexta-feira, ninguém percebeu muito bem o que se passava. No sábado, era o PSD que percebia a enorme gravidade do acto terrorista praticado e a gravidade da desordem em face do Estado democrático. Foi o vice-presidente do PSD, Macário Correia, e depois Luís Marques Mendes que pediram um inquérito rápido. O ministro do Interior, aparentemente, não percebeu o problema e mandou dizer que faria um inquérito. Aliás, o ministro da Administração Interna, que levou uma semana para decidir se aplicava multas a quem conduzisse depois de tomar um Prozac, levou dois dias a dizer que faria um inquérito e - percebendo o embaraço - quatro dias para vir a público dizer que o comportamento da GNR, que todos vimos nas imagens de televisão, foram irrepreensíveis na sua actuação.
Mas, que assunto mais grave que este pode existir para a intervenção do Presidente da República? Não será um sinal de desagregação do Estado as polícias assistirem à invasão da propriedade como no tempo das ocupações selvagens na reforma agrária a questão mais grave do regime, aquela mesma que levou ao 25 de Novembro? Cavaco Silva não percebeu. E não percebeu curiosamente no mesmo dia em que, em entrevista ao "Diário Económico", Vasco Pulido Valente apontava o dedo a Cavaco Silva e a José Sócrates, dizendo exactamente nessa manhã o que à tarde assistíamos: que não tinham consistência, que não tinham profundidade, que não tinham a menor ideia do que fazer com o País. Premonitório. Pulido Valente poderia acrescentar: nem mesmo ideia de País pareciam ter.
Só às 13 horas e 36 minutos de segunda-feira é que, finalmente, Cavaco Silva aparecia na Lusa a dizer que a lei é para ser cumprida.
O Presidente da República apelou às autoridades competentes para que investiguem a invasão e destruição da exploração de milho transgénico em Silves, na passada sexta-feira, sublinhando ser necessário que "não reste qualquer dúvida de que a lei é para ser cumprida".
"A violação de propriedade privada é uma violação da lei e espero bem que as autoridades competentes não deixem de fazer as investigações necessárias", afirmou Cavaco Silva, que falava em Albufeira, à margem de uma cerimónia de homenagem a 200 autarcas algarvios
Para o chefe de Estado, "não podem restar quaisquer dúvidas de que lei em Portugal é para ser cumprida e quem tem o poder para a fazer cumprir não pode deixar de utilizá-lo".


Governo manda avançar Jaime Silva

Percebendo o crescer da situação, Sócrates, já em Lisboa, dá ordens ao seu ministro da Agricultura, de férias no Algarve, para que avançasse de imediato para o terreno e prometesse ao proprietário apoio jurídico (algo aparentemente ilegal, de acordo com a Ordem dos Advogados, mas que indicia a vontade do Governo em indemnizar integralmente o proprietário-vítima). O Ministério da Administração Interna reafirmava que era "inaceitável" a "destruição de bens patrimoniais alheios" na plantação e confirmava o anúncio de uma investigação ao caso e, à tarde, o ministro da Agricultura, Jaime Silva, visita a Herdade da Lameira.
Entretanto, segundo o DN, o Ecotopia - encontro internacional que decorre em Aljezur e de onde saíram jovens que participaram na destruição de um hectare de milho transgénico, numa herdade em Silves - foi apoiado pelo Instituto Português da Juventude (IPJ). No portal http/juventude.gov.pt, estava destacado na agenda de eventos, na categoria de formação e educação. "19.ª Edição do Ecotopia: é ecológico e é um acampamento internacional! Participa!", aconselha a página destinada aos jovens.
Contactada pelo DN, a presidente da instituição, Helena Alves, garantiu que o IPJ apenas recebeu um pedido para a divulgação e que não deu apoio financeiro ao Ecotopia. "Limitámo-nos a publicitar o evento, recebemos um pedido através de uma instituição idónea, a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa", porque é desta faculdade que parte o Gaia - Acção e Intervenção Ambiental, responsável português pela organização do Ecotopia.
No sítio do Gaia surge novamente o logotipo do IPJ e de outras instituições governamentais como o Instituto do Ambiente e o Programa de Apoio às Associações Juvenis (PAAJ). Mas questionada sobre se esta associação recebe dinheiros públicos, Helena Alves diz não ter essa indicação. "Patrocinamos mais de 900 associações, mas penso que não", refere, acrescentando que o logotipo pode estar na página devido a patrocínios de anos anteriores.
A presidente do IPJ afirmava que vai esperar para ver se a Faculdade de Ciências e Tecnologia retirava o apoio à associação e só aí repensaria o patrocínio. "É uma entidade idónea, serão eles os primeiros a intervir se for caso disso". Mas admite também retirar o evento do sítio do IPS se as autoridades identificarem uma relação causa-efeito entre o evento e a destruição de propriedade em Silves. "Até agora, não tenho nenhuma confirmação, mas terei de repensar se se confirmar que [o movimento] veio de lá, até porque estamos no sítio a aconselhar a iniciativa."
Espantoso!


Uma organização do BE com métodos do PCP?

Quem estaria por detrás dos "terroristas verdes" que agora apareciam? Verde Eufémia? Lembrava até no nome as ocupações comunistas. Politicamente, o Partido Comunista é o responsável pela organização infiltrada nas Universidades e no Estado. Não era novo, nem sequer o método era original. As ocupações de terras com televisão a filmar e a GNR a assistir são velhas de trinta anos. Também os jornalistas aplaudiam ou não criticavam o crime em directo. Pelo menos o método é do PCP nos anos quentes de 1975. Tal como agora, transmitido até pela televisão pública (aliás, como então). Gualter Baptista, porém, apareceu nas listas do Bloco de Esquerda e muitos dos participantes no espectáculo terrorista eram estrangeiros, aliás sem documentos e não identificados pela GNR.
O próprio Governo não tem dúvida: a iniciativa está ligada ao Bloco de Esquerda e o apoio de Miguel Portas é inequívoco. Uma afirmação que levou Francisco Louçã a exigir ao primeiro-ministro que se demarcasse da afirmação do seu ministro, mas que ficou sem resposta.


A irresponsabilidade de Miguel Portas

Tal como no PREC o "grupo terrorista" reagia do mesmo modo. Gualter Baptista, como porta-voz do movimento Verde Eufémia, reagiu ao anúncio feito pelo Ministério da Administração Interna da abertura de uma investigação ao caso, afirmando tratar-se de "uma perseguição política" e "uso indevido dos dinheiros públicos", que deviam estar a ser aplicados na causa contra os transgénicos. O movimento escusa-se a avançar com um calendário de novas iniciativas, mas Gualter Baptista lembra o comunicado em que se incentivava a sociedade civil a aderir à causa e a organizar-se. "Dependerá dos cidadãos que se queiram organizar."
Depois chegamos ao quarto problema levantado pelo crime. O apoio a actos que aterrorizam populações e que criam grave alarme social, dando a sensação de total ausência do Estado para proteger a propriedade e os cidadãos. Começou, logo, por Miguel Portas. Miguel Portas - curiosamente, com o seu irmão Paulo em silêncio - faz lembrar o pai Nuno Portas, igualmente romântico e perigoso, cujo tipo de actuação nos governos provisórios, aparentemente, só a idade lhe veio resolver.
O apoio ao terrorismo por parte de um responsável do Bloco de Esquerda coloca imediatamente dois problemas ao PS: em primeiro lugar, é insustentável uma coligação em Lisboa com um partido que apoia o terrorismo. Em segundo lugar, o PS, em 2009, não pode contar com o BE se necessitar de uma bengala para chegar à maioria absoluta.
Talvez isso explique o silêncio de Paulo Portas, que obviamente percebeu bem a gravidade da situação: quanto mais o BE se afundar, mais Sócrates precisará do CDS/PP, caso perca a maioria absoluta em 2009. Mas há depois o problema da Câmara Municipal de Lisboa. Pode o partido do Governo ter uma coligação com um pequeno partido escassamente representativo que apoia o terrorismo?
Foi isso mesmo que também Francisco Louçã viu e por isso o Bloco tem agora uma nova tensão interna. Com Louçã a tentar chegar ao Governo e Miguel Portas a apostar em continuar fora do Estado de Direito.


Punição exemplar para a GNR

Do lado das polícias começaram a aparecer as desculpas. Reagindo às acusações de passividade das forças policiais, que têm sido lançadas pelo PSD e pela Confederação dos Agricultores de Portugal - num caso que já adquiriu uma dimensão política, Costa Lima diz que a GNR fez o que devia ter feito face às circunstâncias. "Não foi necessário recorrer à força, porque assim que os agentes ordenaram a paragem da acção de destruição, os activistas obedeceram, sem mostrar resistência." Face à desproporção numérica entre polícias e invasores, a ordem não chegou, porém, ao mesmo tempo, a todos os activistas, que já se encontravam imersos num vasto milheiral de mais de um hectare.
É então que são chamados reforços policiais, que terão chegado - de acordo com a mesma fonte - "no máximo dez minutos depois". Mas, antes da chegada dos reforços, 16 efectivos, apareceu um outro autocarro, acompanhado de algumas viaturas ligeiras, perfazendo um total adicional de cerca de 100 activistas. Segundo Costa Lima, "esta segunda vaga de pessoas vinha preparada para continuar o trabalho começado pelo primeiro grupo, mas já não chegou a entrar no campo, pois os agentes ali deslocados já tinham normalizado a situação, antes mesmo da chegada dos reforços". Ou seja, a GNR sustenta que, apesar de não ter sido capaz de evitar a destruição de um hectare de milho transgénico, "impediu que a devastação fosse maior".
Quanto à indignação manifestada por alguns sectores da sociedade pelo facto de não ter havido detenções em flagrante delito e de só seis portugueses terem sido identificados - quando a maioria dos manifestantes era estrangeira -, o porta-voz da GNR disse "que foram identificadas as pessoas que os agentes consideraram ser responsáveis pela organização", acrescentado que "o auto de notícia já seguiu para o Ministério Público, contendo todas as informações relevantes".
Mas, do lado do PS, há uma certeza, ao que o SEMANÁRIO apurou. Vai haver punição exemplar na GNR dos responsáveis logísticos pela operação. Foi o planeamento da GNR que falhou e "tem de haver responsáveis", disse Jorge Coelho ao SEMANÁRIO, indignado com a gravidade dos acontecimentos.


Argumento dos terroristas

Esta questão vai finalmente ter ao procurador-geral da República, que naturalmente deverá investigar os actos e acusar os terroristas, bem como todos aqueles que os apoiam, já que o apoio público a actos terroristas é crime no nosso ordenamento jurídico.
Igualmente a tentativa de explicação ou de atenuação do sucedido deverá ser condenada e acusada publicamente. Por exemplo, o Governo vai disciplinarmente actuar contra Margarida Silva, coordenadora da Plataforma Transgénicos fora do Prato, que disse à Lusa que "não nos revemos nos métodos, mas compreendemos os motivos". Mesmo assim, Margarida Silva não deixa de se congratular com o impacto da iniciativa. "Há anos que nós contestamos os transgénicos com razoabilidade e nunca conseguimos este mediatismo", diz, esperando que tal contribua para abrir o diálogo.
É, exactamente, o argumento dos terroristas.
Com o crescendo da questão política, o próprio grupo Verde Eufémia começou a desvalorizar o caso.
Igualmente, os militantes do BE envolvidos no acto terrorista devem ser condenados por terrorismo e associação criminosa.


Verde Eufémia diz que ceifa de milho OGM quis "evitar um mal maior"

Gualter Baptista, porta-voz indicado mas que não faz parte do movimento nem participou na acção, explicou que no protesto participaram entre 130 e 140 cidadãos que se mobilizaram contra o cultivo de organismos geneticamente modificados (OGM), numa estratégia de acção directa e desobediência civil.
"A acção consistiu na ceifa de menos de um hectare de milho, num total de 51 hectares, e numa parada desde Poço Barreto até ao campo de milho". Além disso, o movimento ofereceu ao agricultor em causa milho biológico suficiente para reconverter os 51 hectares em agricultura biológica. "A proposta continua em cima da mesa", disse.
O porta-voz garantiu que "o protesto não foi contra o agricultor em particular".
O movimento nega, em comunicado, "categoricamente que qualquer violência física tenha sido aplicada por qualquer dos activistas" e elogia a "forma adequada como a autoridade actuou à chegada ao local depois da ceifa e de se deparar com os activistas saindo do campo por sua própria iniciativa, embora atacados fisicamente pelos agricultores".
"No nosso entender, foram esgotadas todas as medidas políticas e judiciais na tentativa de defender os direitos de bem-estar, sociais e ambientais dos cidadãos, o que levou a considerarmos como única restante opção a aplicação de estratégias que vão para além das fronteiras legais. Estratégias de desobediência civil tornaram-se uma ferramenta necessária para produzir mudanças adequadas."
Em 2004, a Junta Metropolitana declarou o Algarve a primeira zona livre de transgénicos em Portugal. "Mesmo assim, foram introduzidos na região cultivos transgénicos por iniciativa privada de um agricultor", escreve o movimento no comunicado.


Movimento lança críticas à legislação sobre transgénicos

O Verde Eufémia - que, nas palavras de Gualter Baptista, é um "movimento de cidadãos que não tem uma estrutura" - justificou a acção com a necessidade de se "evitar um mal maior". "As legislações nacional e comunitária não foram feitas para salvaguardar interesses fundamentais dos cidadãos", considerou, lembrando que no espaço europeu serão 70 por cento os consumidores que disseram "não" aos transgénicos.
O porta-voz do movimento criticou o papel da Comissão Europeia na defesa dos interesses da indústria agro-biotecnológica e lembrou que, recentemente, Bruxelas rejeitou uma petição de um milhão de cidadãos que pedia a rotulagem nos animais e produtos derivados alimentados com ração OGM.
Gualter Baptista lamentou ainda que a Comissão tenha feito aprovar, com o voto contra do Parlamento Europeu, a directiva comunitária sobre a certificação de Agricultura Biológica, em que os produtos podem conter até 0,9 por cento de transgénicos, quando o defendido seria 0,1 por cento.
No rescaldo do protesto e perante as reacções políticas, incluindo do Presidente da República, o movimento lamenta que a tónica seja colocada no "aspecto criminal" em vez de num "verdadeiro debate" sobre transgénicos.
Gualter Baptista sublinhou que o Ministério da Agricultura está em falta ao não divulgar a informação completa sobre os campos transgénicos, conforme está previsto na legislação, e ao não fazer a avaliação da contaminação dos transgénicos. Segundo o porta-voz, já estão plantados em Portugal quatro mil hectares de transgénicos.
"O movimento Verde Eufémia não é um movimento que se esconde, mas que está aberto à participação da sociedade", garantiu Gualter Baptista.


0 comentário(s)

Comente esta notícia
Semanário - Jovens eco. desiludidos com BE na accão contra milho transgénico
www.semanario.pt/noticia.php?ID=3560

Jovens eco. desiludidos com BE na accão contra milho transgénico
2007-08-24 00:14

O Bloco de Esquerda está em estado de sítio. Já não bastava a polémica por causa do acordo em Lisboa com o PS, com muitos militantes a não entenderem que o BE se coligue com um partido que tem uma política neo-liberal de direita, surgiu na semana passada o caso do milho transgénico, com jovens ambientalistas contactados pelo SEMANÁRIO a acusarem o BE de hipocrisia política por sempre ter apadrinhado a luta contra os transgénicos, inclusivamente divulgando no seu portal, acções directas de movimentos ecologistas, e agora ter condenado duramente a acção do "Verde Eufémia". Até Miguel Portas, que inicialmente manifestou simpatia pelo movimento, reviu a sua posição. Entretanto, o porta voz do "Verde Eufémia", Gualter Baptista, também activista de outros grupos ecologistas ad hoc, como "Os Transgénicos Fora do Prato" e a "Caravana dos Espantalhos" ainda viu este ano várias acções em que participou divulgadas no portal do Bloco, uma delas com a presidente da Cãmara Municipal de Salvaterra de Magos, a bloquista Ana Cristina Ribeiro.

O Bloco de Esquerda está em estado de sítio. Já não bastava a polémica por causa do acordo em Lisboa com o PS, com muitos militantes a não entenderem que o BE se coligue com um partido que tem uma política neo-liberal de direita, surgiu na semana passada o caso do milho transgénico, com jovens ambientalistas contactados pelo SEMANÁRIO, a acusarem o BE de hipocrisia política por sempre ter apadrinhado a luta contra os transgénicos, inclusivamente divulgando no seu portal, acções directas de movimentos ecologistas, e agora condenar duramente a acção do "Verde Eufémia". Até Miguel Portas, que inicialmente manifestou simpatia pelo movimento, reviu a sua posição. Entretanto, o porta voz do "Verde Eufémia", Gualter Baptista, ainda viu este ano uma acção em que participou divulgada no portal do Bloco.
Em blogues vários e mesmo na página oficial do Bloco de Esquerda na internet, sem dúvida uma prova de democraticidade interna, têm surgido muitas críticas de militantes do BE ao acordo com o PS, o que promete grande tensão para a reunião da mesa do Bloco, daqui a quinze dias. Entretanto, numa tentativa de diminuir as tensões internas, Francisco Louçã intensificou, nos últimos dias, os ataques ao governo do PS e à sua política. Na semana passada chegou a afastar, em entrevistas à comunicação social, a hipótese de um entendimento governamental, de qualquer tipo, com os socialistas. As críticas, porém, não pararam.
O militante do BE, Rui Borges, escreve que "ao integrar o executivo camarário o Bloco corre o risco de contribuir para a legitimação" da política do governo, considerando que isso "é contraditório com o programa de um partido que quer refundar a esquerda e construir a oposição popular ao liberalismo." É que o neoliberalismo também tem a sua versão local. Mesmo ignorando o facto de o município de Lisboa ter uma importância que em muito ultrapassa o nível local, a política da subcontratação, do trabalho precário e dos cortes orçamentais faz parte do quotidiano da Câmara e não consta que Costa a vá abandonar nos tempos mais próximos. O acordo é ainda mais incompreensível se à discussão juntarmos os resultados eleitorais mais recentes. A tal ruptura dos eleitores do PS com a agressividade neoliberal tem-se expressado nas votações de Manuel Alegre e Helena Roseta. É estranho que agora Helena Roseta fique na oposição e seja o BE que se presta a integrar um executivo minoritário com algumas figuras de proa do PS. O efeito prático é criar aos olhos de todos um afastamento entre o Bloco e os dissidentes do PS em favor de uma aproximação ao núcleo duro da política neoliberal." Rui Borges reclama que "o que agora acontece é uma inversão da perspectiva que tem guiado o Bloco desde a sua fundação. Uma mudança de tal envergadura não pode ser apresentada como um facto consumado, a palavra tem que ser dada a todos os militantes para discutir em profundidade e avaliar as consequências desta mudança de estratégia.
Outro militante, José Ferreira dos Santos refere que não entende como, "aceitando pelouros num governo de cidade como Lisboa, se afirma a 'vontade própria , independência de decisão, de autonomia política' , mesmo contra as decisões anteriores do BE e sem que nenhum órgão competente do partido-movimento as tenha alterado", numa alusão às directrizes do BE recentemente aprovadas pelos órgãos próprios do partido. Ferreira Santos remata: "o inimigo do BE não são os militantes do Bloco que ousam não estar de acordo com o acordo de Lisboa e o afirmam publicamente, mas é o neo-liberalismo que tudo pretende dominar, nomeadamente os que se opõem ao pensamento único."
Também Isabel Faria, da Mesa Nacional do Bloco de Esquerda, não esconde a sua discordância em relação ao acordo de Lisboa, referindo que "o acordo entre o PS e o BE foi um mau acordo para o Bloco de Esquerda. E para Sá Fernandes. A ilusão de que é possível ser oposição no País e estar no Governo da capital com o Partido do Governo saiu cara ao PCP. O PCP deixou de ser a principal força de Lisboa que era aquando da primeira coligação com o PS e é hoje ultrapassado pelo PS, pelo PSD, por Carmona, por Helena Roseta e tem mais dois por cento de percentagem eleitoral que o Bloco de Esquerda. Os lisboetas não se contentaram em recordar a oposição do PCP a Mário Soares, a Cavaco, a Durão Barroso, a Guterres ou a Sócrates. Os lisboetas, quando vão votar para a sua Câmara, lembram-se do consulado de João Soares, da inércia e do desleixe que foram os últimos anos da coligação PS/CDU, dos seus negócios menos claros, das alianças do PCP com o PSD, por esse País fora e por essas freguesias fora e o PCP tem pago por isso em termos eleitorais. Ter a ilusão de que connosco pode ser diferente é ingenuidade. Apresentar o exemplo do PCP como mote é incompreensível." Isabel Faria continua: "perdemos com este Acordo anos e anos de trabalho nas empresas. Perdemos com este Acordo todo o trabalho de oposição séria e consequente nas freguesias de Lisboa. Perdemos com este Acordo a imagem que temos construído de que há quem não se venda por acordos de intenções (...) Perdemos com este Acordo anos e anos em que nas empresas tentamos mostrar que há quem não troque princípios por pratos de lentilhas. Andámos a repetir aos nossos colegas de trabalho que este PS é um partido de direita. Que este Governo tem uma politica mais à Direita do que qualquer Governo de Direita ousou ter. Andámos anos a repetir que não fazemos acordos com partidos de Direita nem com Governos de Direita, como o PCP faz. Acabámos de fazer um acordo com um Partido de Direita que sustenta o Governo neoliberal de Sócrates. Mais à direita, do que algum de direita ousou ser, repetimos."


Bloco sempre deu apoio a luta contra os transgénicos

Também as ondas de choque com o caso do milho transgénico estão a revelar-se complicadas de gerir por parte do Bloco, com muitos ecologistas, próximos do Bloco, habituados a ver o partido a defender este "cavalo de batalha", sem entenderem os receios do Bloco em ser associado a uma acção cívica que visa proteger a saúde pública e que não provocou danos pessoais a ninguém.
No portal do Bloco há mesmo um local próprio destinado a accões de luta contra os transgénicos, com várias notícias inseridas nos últimos meses. Por exemplo, em Maio, era anunciado que a "Plataforma Transgénicos Fora do Prato", curiosamente liderada por Gualter Baptista, o porta-voz do "Verde Eufémia" no ataque ao campo de milho transgénico de Silves, organizava a 12 de Maio uma acção contra a aprovação de um campo de testes experimentais de transgénicos em Rio Maior. Dizia-se que "Com esta acção, a Plataforma pretende chamar a atenção para a responsabilidade do Ministério do Ambiente em revogar a decisão após terem sido apresentados dados que demonstram claramente a ilegalidade do processo de aprovação. O apoio da Plataforma à resistência local será visível através da presença da "Caravana dos Espantalhos".", outra organização que tem por detrás Gualter Baptista, cujas accões também foram divulgadas pelo BE no seu portal. Ainda em Março passado, Gualter Baptista participou numa conferência de imprensa em Rio Maior, que contou com a presença da Presidente da Câmara de Salvaterra de Magos, a bloquista Ana Cristina Ribeiro, onde foram expostas as razões pelas quais o Ministério do Ambiente tinha de cancelar os processos em curso para o licenciamento de testes de campo de milho transgénico.
Ana Cristina Ribeiro disse na altura que "Salvaterra de Magos insere-se na Reserva Natural do Estuário do Tejo e na Reserva Natural do Estuário do Sado. Estão em jogo muitos valores ecológicos e ambientais. Se os ensaios forem aprovados iniciaremos um período de luta por esses valores e pela saúde pública do conselho".


1 comentário(s)
Por: Alfredo Rodrigues
2007-08-26 16:12
Coitadinhos, "Paz" á a sua alma.
Diário Digital

Diário Digital - Espanha: Recorde superfícies cultivadas com milho transgénico
diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=291511
Espanha: Recorde superfícies cultivadas com milho transgénico
A Espanha atingiu uma cifra recorde de superfícies cultivadas com milho transgénico, entre 65 mil e 70 mil hectares, denunciou quinta-feira a organização ecologista Greenpeace, em comunicado.

Segundo esse documento, tais culturas cobrem «entre 18 e 20% da superfície do país dedicada à cultura de milho», o «número mais elevado registado desde o início de culturas transgénicas em Espanha, há dez anos».

A organização critica também o governo espanhol por não fornecer «dados independentes sobre estas culturas perigosas» e, por outro lado, «reconhecer que não dispõe de uma estimativa da situação, apesar da obrigação legal imposta pela UE».

A organização ecologista recorda que apresentou em Maio um relatório que aponta «o perigo que representa a cultura do trigo transgénico Mon 810 da multinacional Monsanto, devido à alta variabilidade do conteúdo de uma toxina insecticida».

Por esta razão, a Greenpeace considera como «um claro sinal de irresponsabilidade» o facto do «governo não só tolerar as culturas transgénicas de Mon 810, autorizadas pelo governo anterior mas também permitir (a cultura) de novas variedades deste milho sem que seja conhecido o seu comportamento», conclui o texto.

Diário Digital / Lusa

24-08-2007 0:16:00

Portugal Diário

PortugalDiário - Milho transgénico: Espanha tem o recorde
www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=846225&di...

Milho transgénico: Espanha tem o recorde

2007/08/24 | 00:10
Segundo a Greenpeace o nosso país vizinho tem entre 65 mil e 70 mil hectares cultivados
 

A Espanha atingiu uma cifra recorde de superfícies cultivadas com milho transgénico, entre 65 mil e 70 mil hectares, denunciou esta quinta-feira a organização ecologista Greenpeace, em comunicado, escreve a Lusa.

Segundo esse documento, tais culturas cobrem «entre 18 e 20 por cento da superfície do país dedicada à cultura de milho», o «número mais elevado registado desde o início de culturas transgénicas em Espanha, há dez anos».

A organização critica também o governo espanhol por não fornecer «dados independentes sobre estas culturas perigosas» e, por outro lado, «reconhecer que não dispõe de uma estimativa da situação, apesar da obrigação legal imposta pela UE».

A organização ecologista recorda que apresentou em Maio um relatório que aponta «o perigo que representa a cultura do trigo transgénico Mon 810 da multinacional Monsanto, devido à alta variabilidade do conteúdo de uma toxina insecticida».

Por esta razão, a Greenpeace considera como «um claro sinal de irresponsabilidade» o facto do «governo não só tolerar as culturas transgénicas de Mon 810, autorizadas pelo governo anterior mas também permitir (a cultura) de novas variedades deste milho sem que seja conhecido o seu comportamento», conclui o texto.

Comentários dos leitores
  • Eu gosto

    john
    2007-08-24 00:57
    Eu até gosto de milho transgénico. Às vezes também me apetece comer coisas más. Isto é democrata não é? Deixem-se de porcarias da moda como essas causas ambientalistas imbecis. Vamos morrer quase todos com a mesma idade e o mundo que se dane
The content on this page is provided by a Google Notebook user, and Google assumes no responsibility for this content.