tipuri's shared items
Não existe apenas uma forma certa de articular uma mandíbula.
Não existe apenas uma forma certa de construir um ninho.
Não existe apenas uma forma certa de desenhar um olho.
Não existe apenas uma forma certa de movimentar-se embaixo d’água.
Não existe apenas uma forma certa de reproduzir-se.
Não existe apenas uma forma certa de criar filhos.
Não existe apenas uma forma certa de modelar uma asa.
Não existe apenas uma forma certa de atacar uma presa.
Não existe apenas uma forma certa de defender-se de ataques.
Foi assim que os seres humanos vieram de lá até aqui, vivendo essa história, e as coisas deram sensacionalmente certo até dez mil anos atrás, quando a nossa cultura muito esquisita nasceu obcecada pela idéia de que existe uma única forma certa de as pessoas viverem — e, na verdade, uma única forma certa de fazer praticamente qualquer coisa.
Resposta: Uns quatrocentos e oitenta, e isso chutando por baixo.
Primeiro, eles vão nomear uma comissão para saber qual o companheiro que vai subir na escada.
Depois, vão nomear uma sub-comissão que vai avaliar a necessidade de trocar a referida lâmpada.
Em seguida, deverão convocar os movimentos sociais e perguntar ao Frei Betto, ao Stédile e ao Consultor externo Evo Morales se a lâmpada pode ser trocada sem que se macule a soberania nacional.
Hugo Chávez dirá que a questão da lâmpada é secundária, porque ele é a verdadeira luz do continente bolivariano e iluminará a redenção dos oprimidos.
Depois, uns cem companheiros farão discurso a favor da Escadobrás, empresa que deverá monopolizar a fabricação de escadas de alumínio sem a interferência das empresas neoliberais.
A Petrobras financiará a "capacitação de mão-de-obra" (tão em voga atualmente) injetando 200 milhões de reais na ONG Viva Lâmpada, pertencente a algum deputado petista.
Enquanto isso, um grupo de cinqüenta militantes do PT, muitos pagos pelos cofres públicos (embora justiça seja feita, o partido não saiba a diferença entre o público e o privado), estará de prontidão para “porrar” [sic] qualquer jornalista da Veja, da Globo, da Folha, que desejar noticiar a lentidão da troca de uma simples lâmpada do gabinete do presidente. A Carta Capital publicará uma reportagem afirmando que a queima da lâmpada é um complô da mídia e do PSDB para sabotar o governo.
Emir Sader escreverá um manifesto cheio de erros de português defendendo a lâmpada socialista, no que será seguido por Chico Buarque e Veríssimo que afirmarão que lâmpada boa mesmo é a cubana, apesar de nunca terem usado uma.
Helio Fernandes defenderá uma auditoria para se verificar quantas lâmpadas americanas foram compradas no Brasil desde a invenção da eletricidade, e colocará a culpa em Mendonça de Barros.
O presidente da República não estará muito preocupado, pois estará inaugurando uma pinguela em San Juan del Carajo, em algum departamento obscuro da Bolívia, concluída com dinheiro do BNDES, e continuará seu discurso dizendo que "nunca antes neste país, se viu tanta mobilização do povo para se trocar uma simples lâmpada". Concluirá dizendo que as elites o criticam por causa de uma lâmpada porque nunca sentiram na pele o que é viver numa casa de pau-a-pique sem energia elétrica, como foi o caso de nosso Grande Timoneiro. Tarso Genro dirá que o país precisa garantir a governabilidade e a luminosidade da lâmpada. Marco Aurélio Garcia, depois de voltar pela sexta vez de Paris, onde estava negociando não-sei-o-quê com algum ditador maluco dirá que a "imprensa que cuide da imprensa, pois o PT trocará a lâmpada antes do fim do segundo mandato".
Para concluir, o presidente inaugurará uma agência de aluguel de carroças em Bela Cruz do Cariré, no alto Pindaíba, num distante estado brasileiro, e dirá que o país crescerá 118%. Setores do Governo farão de tudo para essa previsão se concretizar. Afinal, com um crescimento desse tamanho haverá outro apagão e a questão da lâmpada não vai virar outra CPI no Congresso.
* * *
Pensei que tivesse perdido este texto num destes problemas obscuros que dão de vez em quando em servidores e HDs, mas alguma alma caridosa o publicou neste site. Ele está aí, completo, com uma ou outra atualização.
Quando escrevi essas palavras, não me ocorreu que as pessoas poderiam imaginar que essa “outra” história fosse uma invenção nova que eu ou um grupo seleto de mitólogos iríamos tirar do nada, mas é claro que algumas imaginaram. Mas, por estranho que pareça, quando desafiado a articular essa outra história, que descrevi como uma história vivida aqui durante os três primeiros milhões de anos da vida humana, descobri que não conseguia montá-la de uma forma muito convincente. Isso porque eu estava tentando formulá-la de uma maneira que era paralela à nossa, ponto por ponto. Não consegui entender por um bom tempo que a outra história era muito mais simples (muito mais “primitiva”) que a nossa — e que eu já a havia articulado. Para mim, é a história mais bela que já foi contada.
Os consumidores podem exigir dos fabricantes a coleta e a reciclagem de seus produtos, bem como a correta identificação das ameaças que estes apresentam, além do óbvio: consumir menos, reutilizar mais. Os cidadãos devem exigir do poder público legislação específica que obrigue a logística reversa e reciclagem por parte dos produtores de eletrônicos entre outros mecanismos que protejam a saúde humana e o meio ambiente.
O que queremos — tanto eles quanto nós — não é um espaço geográfico, mas um espaço cultural. Carlos, que construiu seu lar dentro de um bueiro no Riverside Park, sabia que existe um certo tipo de liberdade quando a pessoa vive num buraco. Mas também sabia que não é “liberdade mesmo”, se você tem de morar num buraco para tê-la. Ele queria o tipo de liberdade que as pessoas têm quando vivem onde querem e não precisam apelar para um buraco, mesmo nos “belos montes Ozark” ou “ao pé das colinas de Kentucky”. Ele queria toda a liberdade do mundo — assim como a maioria de nós, acho eu. Para consegui-la, temos de arrancar o mundo das mãos dos faraós. Não vai ser difícil. Eles não esperam isso — mas, mesmo que esperassem, não vão conseguir impedir.
Um joguinho literário está circulando pelos emails. O autor do texto? Se alguém souber, por favor me indique.
Lula antes da posse:
Nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar nossos ideais
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa ação.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.
Lula depois da posse
Leia o mesmo texto de baixo para cima.
***
Nunca havia me deparado com esse tipo de texto. Bem simples, intercalando frases positivas e negativas, com quebra de linha no meio da sentença, para o leitor começar uma frase e terminar na próxima linha, tanto de cima para baixo quanto do ponto de vista inverso.Como toda brincadeira, essa também carrega meias verdades.


