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Mesmo que você não seja a mais malvada das pessoas, pode chegar um momento em que você precise acessar um computador sem ter a senha. Isso não é nem um pouco difícil de se fazer em um Mac, e aprender essa manha também pode te ajudar a se proteger melhor. Veja como fazer.
A maioria dos métodos para invadir um Mac são variações da mesma coisa, então vamos destacar as duas formas mais fáceis – uma com o CD de instalação do Mac OS X, e outra sem. Também veremos como evitar que elas sejam usadas contra você.
Lembrando que esses dois métodos te colocam dentro do sistema sem saber a senha, mas sempre existe um terceiro, o método preguiçoso: é só inicializar a máquina com um Live CD de Linux e sair copiando arquivos.
Ambos os métodos são formas de reconfigurar a senha do Mac OS X. Apesar de existirem utilitários de cracking como o John The Ripper e o THC-Hydra, eles são complicados ou caros, então não falaremos dele.
Método um: usando o CD de instalação do Mac OS X
Se você tem o CD de instalação do Mac OS X à mão, é super fácil mudar a senha da conta de administrador. Apenas coloque o disco no Mac alvo e segure a tecla C enquanto o computador se inicializa. Quando ele inicializar, vá para o menu Utilities e procure a opção Password Reset. Você verá uma janela te pedindo para selecionar o drive onde o OS X está instalado, depois o usuário cuja senha você quer alterar.
Digite uma nova senha para aquele usuário e clique no botão Save. E é isso! Quando você reinicializar o computador, poderá usar a nova senha. Você só não terá acesso ao Keychain, o que significa que você não terá acesso a coisas que possuem uma camada extra de proteção por senha.
Método dois: Boot em modo single-user
Se você não tem um CD de instalação disponível, só vai precisar sapatear um pouco com linhas de comando para atingir o mesmo resultado. Ligue o computador e segure Command+S quando ouvir o alerta sonoro de inicialização. O Mac fará boot em modo single user, te dando um prompt de comando depois de carregar tudo. Digite os comandos a seguir, terminando cada um com Enter e esperando pelo prompt para digitar o próximo:
/sbin/fsck -fy/sbin/mount -uw /launchctl load /System/Library/LaunchDaemons/com.apple.DirectoryServices.plistdscl . -passwd /Users/usuario senha
Substitua “usuario” pelo nome do usuário cuja conta você quer acessar e “senha” pela nova senha que você quer associar a este usuário.
Se você não sabe o username do usuário que quer acessar, é só usar o comando “ls /Users” antes dos comandos acima para listar as pastas de nível home do Mac, que geralmente são nomeadas com os usernames.
Novamente: este método de acesso também não te coloca dentro do Keychain do usuário.
Como proteger o seu Mac contra estas invasões
Estes dois métodos são bem fáceis de executar, mas se a sua vítima tem seu disco rígido encriptado, você não conseguirá ver ou alterar a senha. Logo, para se proteger, é uma boa ideia ligar o FileVault na seção Segurança das Preferências de Sistema.
No entanto, para se proteger ainda melhor, você pode configurar uma senha de firmware na sua máquina. Para fazer isso, inicialize o computador usando o CD de instalação do OS X e use a opção Firmware Password Utility do menu Utilities. Você configurará uma senha que impedirá qualquer pessoa de conseguir bootar a sua máquina a partir de um outro disco rígido, CD ou mesmo em modo single user. Alguém mal-intencionado ainda seria capaz de ultrapassar essa barreira, mas isso necessitaria de um belo tempo sozinho com o seu hardware. Ou seja: para se proteger de verdade, tome estas duas providências. Ative o FileVault e também configure uma senha de firmware.
Este texto faz parte da série Evil Week, do LifeHacker, que cobre tópicos como quebra de senhas, engenharia social e outros truques questionáveis para quem quer estar por dentro. Conhecimento é poder, e está nas suas mãos a decisão de usar esse poder para o bem ou para o mal.

Nossos queixos caíram quando a Adobe demonstrou como o Photoshop vai acabar com as fotos borradas: se a sua mão tremeu ao tirar a foto, o Photoshop vai lá e corrige. Eis alguns exemplos de como a nova ferramenta faz magia – inclusive com a foto borrada mais famosa de todas.
As novas fotos sem borrões estão sendo demonstradas por Jue Wang, o mesmo que fez a demonstração da nova ferramenta, e ele está pedindo imagens para testar a nova função do Photoshop nelas. Lembre-se que ela só serve para desfazer uma tremida da câmera – ela não resolve imagens borradas por causa de movimento rápido (motion blur) ou por estarem desfocadas. Mas a pesquisa para esta nova função, que já é impressionante, quer ficar ainda melhor. Vejamos os exemplos:

A foto original (no início do post) foi tirada por Robert Capa e provavelmente é a foto borrada mais famosa que existe: é uma foto do Dia D, em 1944, quando começou a invasão dos Aliados na França ocupada pelos alemães, durante a Segunda Guerra Mundial. Wang diz que a imagem é um bom exemplo “extremo” porque a qualidade da foto é ruim. Ele fala sobre a nova imagem sem borrão:
Ela recupera alguns detalhes que você não poderia ver facilmente no original. Claro que o ruído acaba sendo um pouco ampliado, nós aplicamos um pouco de remoção de ruído no resultado, mas talvez um algoritmo decente de redução de ruído possa ajudar aqui.

Como funciona a ferramenta de deblurring? O Photoshop mede o “kernel de desfoque” (blur kernel), que rastreia o quanto a câmera se moveu enquanto tirava a foto. No caso desta foto, o kernel de desfoque mostra que a câmera se deslocou em 55 pixels. De acordo com Wang:
[Isto] significa que para recuperar um só pixel, nós temos que considerar pelo menos 55 pixels ao redor (na prática é bem mais que isso).

Incrível. Leia mais sobre Wang, a nova função do Photoshop e veja mais fotos aqui: [Juew.org via PetaPixel]

Genética – despertando a curiosidade desde a idade da pedra.
Casamento é mesmo um momento importante e único (menos para a Gretchen e para o Fábio Jr) para os noivos, padrinhos, famílias e, principalmente, para os convidados que ADORAM a idéia de bebida liberada.
É aí que começa o show!
“Agora sim, estamos mais repletos de alegria!”
Taça de champagne NA TESTA é coisa de macho!
O cara parece o Ruivo Hering do Scooby-Doo dançando naqueles clipes de caça ao monstro no desenho.
Dica do Detetive Rolando Valdez.

Faz todo um charme e dá um chute cagado nas pernas
aShaUSHuaHSuaHSUaHUSahUShaUShauSHuaHSuaHSuaHSUaHUSahUShaUshuaShuaHsuaHSaus
Um estudante de ciência da computação de Stanford chamado Feross Aboukhadijeh descobriu uma grande falha de segurança no Flash, da Adobe. Por ela, um estranho pode ligar a webcam e o microfone de seu Mac e salvar esse vídeo para usos nada corretos.
Basicamente a Adobe tem uma página que você acessa e determina quais sites terão acesso a sua webcam e ao microfone. Só que é possível copiar o código desse site, deixá-lo invisível, e colocá-lo em outro site. Usuários visitando a página são enganados ao fazer uma série de cliques aparentemente bobos, como por exemplo um jogo de ação que requer muitos cliques, mas na verdade você está ativando o código da Adobe que abre seu computador para tal site. De repente eles estão fazendo streaming de vídeo e áudio de sua máquina, e provavelmente você não irá reparar.
Obviamente, trata-se de um problema bem grande. Uma empresa pode usar isso para espiar outra. Ou alguém pode ser pego na arte do onanismo em um site pornô (sem julgamentos) e de repente se ver envolvido em um esquema de chantagem. No momento, a falha parece só ocorrer em Macs e nos navegadores Safari e Firefox.
Feross enviou o aviso do bug para a Adobe há semanas, mas nunca recebeu um posicionamento da empresa, então ele decidiu publicar a história para forçar a empresa a lidar com o caso. Parece ter funcionado, já que a Adobe mandou um e-mail para Feross dizendo que “nossa equipe de produto está terminando a investigação e trabalhando para corrigir o problema, que não deve requerer uma atualização do Flash Player” . Esperamos que a solução chegue rapidamente, antes que pessoas sejam pegas no pulo sem saber. [Feross.org via The Register]
Crédito da imagem: Shutterstock/Johanna Goodyear
No iOS 5, a Apple adicionou gestos especiais para multitarefa no iPad, que permitem usar quatro ou cinco dedos para abrir a gaveta multitarefa (deslize-os para cima), para alternar entre apps (deslize-os para os lados) e voltar à tela inicial (junte-os em movimento de pinça). Eles também adicionaram espelhamento (mirroring) da sua tela do iPad em uma Apple TV. Ambas as funções são ótimas, mas por algum motivo (*cof* obsolescência programada *cof*) a Apple decidiu que elas ficariam melhor no iPad 2. Eis como ativá-las no seu iPad de primeira geração, sem jailbreak.
O iPad 1 com iOS 5 e jailbreak tem a opção de ativar gestos e mirroring, mas por enquanto o jailbreak do iOS 5 é “tethered”: ou seja, para reiniciar o iPad você precisa plugá-lo no computador e rodar o jailbreak de novo. Se fazer jailbreak tethered não valer a pena para você – ou se você quiser evitar o jailbreak – use este método para ativar gestos multitarefa e espelhamento no seu iPad de primeira geração.
Atenção: o espelhamento (mirroring) via AirPlay não é sem fio – você precisa do Adaptador de AV Digital Apple (R$149) e um cabo HDMI. Mas você não precisa de uma Apple TV – basta conectar o cabo HDMI direto na TV – e os gestos multitarefa são de graça.
Do que você precisa
Para este método, você precisa de um iPad de primeira geração e um Mac. (Para quem usa Windows, há um método no final do post, que serve apenas para iOS 4.3.)
O método para Mac
Este hack vem do usuário d.B. do fórum ModMyi, que modificou a ferramenta de jailbreak Redsn0w para fazer somente uma coisa: ativar gestos multitarefa e espelhamento. Apesar do que o app diz, não há jailbreak: o Redsn0w só ajusta algumas configurações do seu iPad para ativar as duas funções. Você pode seguir as instruções no vídeo acima (em inglês), ou no texto abaixo:
1. Baixe a versão modificada do Redsn0w aqui.
2. Descompacte o arquivo e rode o Redsn0w.
3. Siga as instruções do Redsn0w. Se você já fez jailbreak do iPad ou iPhone, isto é bem básico. Você precisa plugar seu aparelho ligado, desligá-lo e colocá-lo em modo DFU, que o Redsn0w explica como fazer. Aí é só deixar o programa fazer sua mágica.
Você terá algumas caixas de seleção a marcar. Segundo o usuário do ModMyi, você pode marcar as opções que você quiser, porque isso não afeta o processo. Mas como eu achei meio estranho, eu desmarquei a opção “Install Cydia box” e marquei a opção “Enable multitask gestures”. (Está lá no vídeo.)
O processo leva alguns minutos e seu iPad reinicia algumas vezes. Seja paciente, e quando o Redsn0w terminar, seu iPad vai reiniciar. Destrave sua tela, vá em Ajustes > Geral, e agora você tem a opção de gestos multitarefa no seu dispositivo. Conecte-o à sua TV via HDMI e você terá o espelhamento também.
O método para Windows
Eu não usei este método, mas o CopyBot criou um guia de um processo para Windows mais complicado que pode funcionar para você. Ele serve apenas para iOS 4.3 ou 4.3.1, então se você quiser estas funções no iOS 5, melhor esperar pelo jailbreak untethered.
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Quando você experimentar os gestos no iPad, não vai mais saber viver sem eles. E o espelhamento é um bônus legal a mais. Boa sorte!
Você pode estar querendo matar a saudade da sua infância, ou então pode estar indo atrás daqueles clássicos que saíram antes mesmo de você conseguir manejar um controle. Não importa: há formas de fazer isso no seu smartphone ou tablet em apenas alguns minutos. Vamos ver como?
Os jogos atuais são produções cada vez maiores e mais megalomaníacas, mas às vezes não há nada melhor do que voltar à simplicidade dos clássicos de antigamente. Mesmo que você nunca tenha se aventurado no mundo da emulação, este guia vai te conduzir pelos simples passos básicos. Também daremos uma olhada em ROM hacking para que você possa tirar o máximo proveito.
Antes de começarmos, vamos repassar o básico. Quando estamos falando sobre emulação, precisamos de duas coisas: a ROM do jogo, que faria as vezes do “cartucho” ou algo equivalente, e um emulador que rode essa ROM, fazendo as vezes do hardware no qual o jogo originalmente rodava. Agora que você conhece as peças básicas, vamos adiante.
Baixe seus emuladores
Encontrar um emulador é bem simples, e com o tempo você vai encontrar os seus favoritos. Nós incluiremos os nossos nesta lista, para várias plataformas, e, em alguns casos, opções alternativas que tragam alguma razão para que você as conheça também.
AVISOS IMPORTANTE SOBRE A DIFERENÇA ENTRE iOS E ANDROID: 1) Para brincar de emulação no iOS, você vai precisar fazer jailbreak. Por esta razão, não teremos links para as nossas recomendações de emuladores de iOS. Mas tudo que você precisa fazer é abrir o Cydia (a App Store do jailbreak) no seu iAparelho e procurar pelo nome do emulador.
2) Outra coisa que funciona de maneira diferente no Android e no iOS é o suporte a hardware de terceiros para uso como controle, como o Wii Remote, que você poderá querer usar. Este tipo de suporte é geralmente parte do próprio emulador no iOS, mas no Android você provavelmente precisará baixar um app separado, cuja função é conectar e mapear estes hardwares como métodos de entrada. (Se você estiver usando um tablet com Honeycomb 3.1 ou posterior, pode tentar conectar alguns modelos diretamente por USB.) Falaremos mais sobre o uso desse tipo de hardware ao final deste texto, mas nas próximas sessões considere qualquer menção a isso como referente ao iOS.
NES
O NESoid e o John NES Lite (ou John NES, se você não quer ver anúncios) são os dois emuladores que você deve experimentar no Android. Ambos são gratuitos e com diversos recursos, mas eles mostram os controles de maneira diferente: o NESoid os mostra como uma camada por cima do jogo, enquanto o John NES os coloca em uma parte separada da dela. (Ambos os emuladores são capazes de mapear teclas de hardware e usar outros dispositivos de entrada, então isso pode não fazer tanta diferença.) O John NES também funciona bem no Honeycomb, sendo a melhor opção para quem estiver usando um tablet Android.
No iOS há duas boas opções. Se você não faz questão de usar um controle separado, o NES (US$ 6) é um ótimo emulador. Ele tem um monte de bons recursos, como autosave, compatibilidade com códigos de Game Genie e até mesmo um aumento nos graves dos sons de alguns jogos. Se você quer usar controles separados, pegue o nes4iPhone (US$ 5).
Super NES
Tanto no Android quanto no iOS, o nosso emulador favorito para este clássico dos 16 bits é o SNES9X. Encontrá-lo no iOS é só uma questão de digitar o seu nome na busca do Cydia, mas no Android você terá um pouco mais de trabalho, já que ele foi misteriosamente retirado do marketplace. Você pode procurar na internet pelo arquivo “SNES9X APK” e tentar instalá-lo, ou pode baixar o SNESoid, que é baseado no mesmo código, mas também não está livre de controvérsias. O SNES9X é ótimo porque funciona com praticamente qualquer ROM que você encontrar, trabalha com saves e freeze states, permite códigos de cheat e deixa você usar o Wii Remote e outros controles em hardware.
Mega Drive
No iOS, você querer o genesis4iPhone (Genesis é como os americanos chamam o nosso querido Mega Drive). Você também pode usá-lo no iPad, mas aí temos o GENESIS A.D. Plus, que funciona melhor na tela grande e conta até mesmo com um “modo espelho”, no qual duas pessoas podem jogar ao mesmo tempo, uma de cada lado do iPad. Ambos funcionam com o Wii Remote, mas o genesis4iPhone também aceita o iCade e o iControlPad (falaremos mais sobre eles adiante). Sem apelar para a emulação, o iOS também tem algumas opções de jogos oficialmente lançados pela SEGA, como Sonic 1, Golden Axe, Streets of Rage e alguns outros.
Como seria de se esperar, há bem mais opções no Android. O Gensoid sempre foi um dos melhores, e agora está de graça, o que torna ainda melhor. Ele funciona bem, oferece jogo em rede em alguns aparelhos (2.1 para cima), proporciona save states, e por aí vai.
PlayStation
Para jogar o primeiro console da Sony no Android, o FPse é a nossa escolha. Ele custa RS$ 7,20 (no momento da tradução deste texto), mas funciona muito bem e é compatível com a maioria dos jogos. Funciona perfeitamente com controles de terceiros como o iControlPad e o Zeemote (leia mais a seguir) e até mesmo oferece force feedback.
No iOS, a sua escolha é mais fácil, visto que só há uma opção: o psx4all. Nos nossos testes, ele não funcionou muito bem com alguns jogos, e apresentou alguns problemas de desempenho. Mas quando funciona bem para o jogo que você quer jogar, você ganha um monte de bons recursos, como possibilidade de jogar com Wii Remote (inclusive com o Classic Controller conectado), download de ROMS por dentro do próprio emulador, save states, memory cards e compatibilidade nativa com iPad, entre outros.
Baixe as ROMs
Antes de começarmos a falar sobre baixar ROMs, há algumas coisas que você precisa saber. Primeiro, que existem dois tipos diferentes de ROMs: homebrew e jogos oficiais. ROMs homebrew são softwares criados em casa, por pessoas independentes, mas que são projetados para rodar nos emuladores de um sistema antigo. Jogos oficiais são os mesmos cartuchos que você poderia comprar anos atrás para o seu console, convertidos em um arquivo digital. A regra geral de ética em relação a estes jogos oficiais é que você deve possuir uma cópia física antes de baixar a ROM (ou criar a sua própria cópia pessoal para fins de backup), mas algumas empresas (como a Nintendo) acreditam que isso não faz parte dos seus direitos como dono de um jogo. Nesta seção nós lhe daremos o endereço de vários sites para buscas de ROMs. O que você fará com esta informação é uma escolha sua.
Encontrar ROMs homebrew e de jogos não exige muito mais do que uma busca por esses termos seguidos do nome do jogo que você quer. Porém, mesmo a busca sendo simples, vamos te poupar de algum trabalho, apontando alguns dos melhores sites na área:
- O EmuParadise tem ROMs para praticamente todos os consoles já criados, do Bandai Wonderswan ao PlayStation 2. Você geralmente precisa passar por algumas telas e cliques para encontrar um link de download, que muitas vezes te leva para um site de downloads externo, como o MegaUpload, mas o processo é confiável e dá resultado. Se você estiver baixando direto do site, saiba que apenas um download por vez é permitido.
- O CoolROM é outra fonte de download de ROMs que usa sites externos para armazenamento dos seus arquivos. Ele tem como bônus a possibilidade de fazer uma fila de downloads (que não é uma fila verdadeira, mas sim uma lista manual).
- A Usenet, aquele serviço que não deve ser mencionado, é uma outra boa fonte de ROMs de jogos. Se você já tem acesso configurado, é só procurar o que você quer em um site de índice binário como o NZBMatrix ou o Newzbin. Alguns sites de índice têm filtros de busca com os quais você pode procurar por ROMs por console, mas saiba que em alguns casos você pode não encontrar nada se procurar por um jogo específico. Isso se dá porque, como as ROMs mais antigas são arquivos bem pequenos, elas costumam vir em pacotões maiores. Se você conseguir encontrar o que você está especificamente procurando, tente procurar de maneira geral por ROMs daquele console. Quem sabe você encontra todos os jogos que quer em um único download.
- O BitTorrent oferece praticamente a mesma variedade de ROMs que a Usenet. Basta procurar em trackers como o Demonoid ou mesmo o The Pirate Bay.
Quando estiver com as suas ROMs em mãos, finalmente é hora de começar a jogar.
Configure seu emulador e comece a jogar
Você já tem seus emuladores e suas ROMs, e agora? Jogar é uma simples questão de abrir as ROMs usando os emuladores, mas há algumas coisas que você deveria saber antes de começar.
Usando controles físicos
Tanto os emuladores de iOS quanto os de Android geralmente permitem o uso de controles físicos. O Wii Remote (com o seu Classic Controller) é o mais usado, mas alguns apps de iOS e aparelhos Android também permitem opções diferentes, como o controle do PS3. Ambas as plataformas também aceitam controles feitos especificamente para o uso com dispositivos móveis, como o iControlPad, o iCade e o Zeemote (no iOS, a presença ou não da possibilidade de usar estes controles depende do emulador que você está usando). Independente do tipo de controle que você queira usar, o processo de preparação é bem diferente no Android e no iOS. Eis o que você precisa saber.
No iOS, o tipo de controle que você pode usar depende unicamente do emulador. Praticamente todos os emuladores atuais para iOS funcionam com o Nintendo Wii Remote e o seu Classic Controller, mas alguns aceitam também o iControlPad, entre outros. Para descobrir, basta visitar a página do emulador no Cydia e conferir a informação na lista de recursos. Quase todos os tipos de controles que você pode querer usar funcionarão via Bluetooth, mas os emuladores do iOS usam um tipo de Bluetooth diferente do que é usado pelo sistema operacional. Por isso, você geralmente precisa desabilitar o Bluetooth nos ajustes de sistema antes de parear um controle com um emulador. (Não é sempre necessário, mas se você estiver tendo problemas, geralmente é por isso.) A partir daí, é só seguir as instruções para conseguir conectar o controle. Para os Wii Remotes, este processo geralmente consiste de habilitar o Wii Remote no app e depois apertar os botões 1 e 2 ao mesmo tempo até que o controle seja reconhecido pelo app. O grande problema é que você provavelmente terá que fazer isso a cada vez que abrir o app. Só leva alguns segundos, mas fica cansativo com o tempo.
No Android, o processo é bem diferente. Se você está adicionando um controle com conexão USB e usando o Android 3.1, pode simplesmente conectá-lo e mapear os botões no seu emulador. Se estiver usando um controle Bluetooth, no entanto, será necessário um app separado para conseguir usá-lo como um dispositivo de entrada. Geralmente, estes apps exigem que você faça root no seu Android, então siga este guia caso você ainda não tenha feito isso. Para adicionar suporte a certos controles, basta baixar o app relevante e seguir as suas instruções de pareamento Bluetooth. Wii Remotes contam com várias opções, sendo que o Wiimote Controller parece ser o que geralmente funciona melhor. Se você prefere um controle de PS3, o app SixAxis é o que você precisa. Em qualquer caso, verifique se o seu aparelho Android é compatível. Estes apps não funcionam com todos os aparelhos. Depois de pareados, basta abrir qualquer emulador e mapear os botões. O processo varia, mas você geralmente faz isso criando um novo perfil de controle e apertando os botões do controle correspondentes aos botões que o emulador precisa. Alguns emuladores oferecem uma tela de configuração especial para isso, que funciona mais ou menos da mesma maneira. Se for o caso, dispense o app separado.
Entendendo Saved States e Freezes
Quando você jogava os jogos originais nos cartuchos, como eles foram vendidos quando eram novos, ele salvavam seu progresso em uma bateria interna. Os emuladores funcionam de forma um pouco diferente, já que eles criam um novo arquivo com os dados do jogo salvo. Por exemplo, jogos de Super NES geralmente têm a extensão .smc, enquanto os arquivos de save recebem a extensão .srm. Isso é particularmente útil pelo fato de permitir o compartilhamento de arquivos de save entre amigos. O que é ainda melhor, porém, é a possibilidade de usar Freezes, os save states “congelados”. Uma tradição dos emuladores, estes freezes consistem em, com o apertar de um botão, congelar o estado atual de um jogo a qualquer momento e poder voltar a ele. Isso facilita bastante a vida em jogos mais difíceis, já que você pode salvar antes de qualquer obstáculo mais difícil e tentar quantas vezes quiser. Sem contar o fato de poder usar saves em jogos realmente antigos, que ainda funcionavam apenas na base dos “passwords”, quando muito.
Os arquivos de save são gerados pelo jogo sempre que você salva normalmente, mas os freezes de save state exigem que você interaja com o emulador diretamente. Procure pelas opções “freeze” (ou “save state”) e “defrost” (ou “load save state”) no seu emulador. Elas geralmente estão bem acessíveis e são fáceis de encontrar. Alguns emuladores oferecem até mesmo a ativação por atalhos permanentes ou gestos na tela.
Turbine o seu fliperama pessoal
Você já deve estar sabendo todo o necessário para jogar e aproveitar os seus emuladores, mas ainda há algumas coisas que você pode fazer para se divertir ainda mais.
Trapaças!
Não é sempre o caso, mas muitos emuladores oferecem sistemas de trapaça (cheats) integrados. Se você gostava de jogar com a ajuda de um Game Genie ou Game Shark, ainda pode fazer isso com a maioria dos emuladores. Você geralmente encontrará um menu dedicado a isso, com uma tela para entrada de códigos, então o único obstáculo é mesmo encontrar estes códigos. A boa notícia é que os sites que existiam antigamente para esse tipo de busca ainda existem e permanecem completos. O problema é que nem todos os códigos funcionam com todas as versões de um jogo específico, o que leva a uma boa dose de tentativa e erro. Mas se você usava cheats naquela época, provavelmente desenvolveu esse tipo de paciência.
Se não souber onde encontrar os códigos, estes são bons destinos:
- BSFree Code Archive: contém praticamente todos os códigos para todos os sistemas e todos os jogos.
- GameGenie.com: contém todos os antigos códigos para Game Genie, além de dicas e truques que podem ser feitos sem a ajuda de dispositivos de cheat.
- GameFAQs: mais útil como base de “detonados” (arquivos de texto explicando como passar normalmente de todas as partes dos jogos), mas também possui códigos de cheat, apesar de não tantos.
- GameShark.com: manteve online a sua base de códigos de jogos antigos, mas foca mais em videogames um pouco mais novos, como PS2 e GameCube.
- The Code Hut: o site está hospedado no AngelFire, então você já sabe que está lidando com um veterano. Ele tem mais de uma década de códigos de sistemas antigos arquivados.
Os emuladores variam o modo como aceitam os códigos. Como havia dois sistemas de cheats concorrentes na época — o Game Genie e o Pro Action Replay –, alguns emuladores implementaram o formato de um e não o do outro. Não tem problema, já que os códigos só precisam de uma conversão, que você pode fazer com utilitários como o GG2PAR e GGHex (apenas para Windows). Você só precisa verificar a documentação do seu emulador para saber qual formato ele aceita. Alguns até mesmo são capazes de aceitar os dois formatos, e nesse caso você não terá nenhum trabalho extra nesse sentido.
Hackeie suas ROMs
Quando você quiser ir além de simplesmente jogar, você pode dar o próximo passo e começar a hackear seus jogos. Brincar de hacker com seus jogos é algo que pode tomar muitas formas e não é possível de fazer diretamente no celular. Alterar os gráficos do jogo, editar fases, alterar músicas ou ajustar valores do jogo são processos bem diferentes. Isso tudo pode ser considerado uma tarefa avançada, mas o básico não é tão difícil quanto você pode estar imaginando. Nós vamos fazer um mergulho bem raso neste post, mas se você se interessar, apontaremos alguns guias mais aprofundados ao final. Por enquanto, se você vai querer começar a hackear suas ROMs, primeiro deve decidir o que quer fazer.
Editar valores, por exemplo, é algo bem fácil de se fazer com um editor hexadecimal. Vamos usar o jogo Super Mario RPG como exemplo. Se você quiser que o Mario comece com valores mais altos de HP, FP, força, defesa etc., primeiro precisa começar um novo jogo e identificar quais são os valores atuais dele. Estes valores são determinados pelo jogo. Você precisa encontrá-los e convertê-los para valores HEX (por exemplo, o número 100 é representado em HEX como 64, e 255 é representado como FF), depois usar o editor HEX para procurar ocorrências desses valores na ROM. Digamos que os valores de HP inicial e máximo do Mario sejam 30, e o FP, também inicial e máximo, seja 4. Em teoria, você estaria procurando por uma string que se pareça com 1E1E1414, porque isso se traduz para 30, 30, 4, 4 (neste caso. Nem todos os jogos colocam seus valores em uma ordem lógica, e às vezes pode ser um desafio encontrar o que você está procurando, mas com um pouco de tentativa e erro você pode conseguir alterar os seus jogos de maneira interessantes com algumas poucas modificações. Se você quiser brincar com isso, pode usar qualquer software de edição de HEX que encontrar, mas o XVI32 (Windows) e o HEX Fiend (Mac OS X) são opções consagradas e grátis.
Porém, se o que você procura é uma forma de hackear algo como os sprites gráficos usados em algum jogo, a edição de HEX é obviamente uma maneira terrível de conseguir isso. Você vai precisar de algum software especializado, como o Tile Layer Pro, para fazer mudanças significativas. Quanto mais complexo for o conjunto de dados que você quer modificar, geralmente mais complexo também será o software usado para isso, mas não faltam opções. Se você quiser aprender tudo sobre qualquer aspecto de hackear suas ROMs, dê uma olhada no guia inicial do Romhacking.net, assim como no Wiki Data Crystal, também do Romhacking.net. Eles são bem específicos. Jogar antiguidades é divertido, mas ter a sua própria ROM toda personalizada pode fazer a experiência ficar ainda mais bacana.





