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Como explica o filme, aquilo a que nós decidimos chamar “Horário de verão” (HdV) e que os americanos chamam “Daylight Saving Time” (DST) não é algo trivial, nem é factual que atinja o objetivo pela qual existe, e que é, poupar energia.
A DST ou o HdV, é instuído por decreto pelos governos dos países com o objetivo de condicionar o comportamento das populações a utilizarem mais energia solar para iluminarem as suas tarefas.
A ideia, embora anterior ao inicio do século passado, foi no século passado que teve a sua primeira aparição no nosso país. Entretanto, este ano, a Rússia decidiu não mudar de hora.
Como se pode ler aqui artigos científicos a questionar as poupanças, propondo-se que o DST ou HdV provoca um incremento de energia de de cerca de 2%.
No dia Mundial da Poupança, a minha dúvida, e do autor do filme também, é se a ideia nos poupa ou faz perder tempo e dinheiro. -
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Na sequência do artigo sobre como fugir às portagens, demo-nos conta de que não havia na Internet nenhuma página que permitisse saber onde se localizam os pórticos de portagens virtuais das ex-SCUTs (algumas, à data, ainda SCUT).
Para dar sequência a esta necessidade, criamos a página Pórticos SCUTs no Google Maps, que se encontra também disponível no menu do lado direito. O Poupar Melhor juntou diversa informação disponível na Internet, e colocámos essa informação disponível no Google Maps, onde poderá ser utilizada pelos leitores.
Numa lógica de poupança, não se esqueça que o tempo é dinheiro… No Poupar Melhor, temos uma opinião neutra sobre as portagens. Elas são necessárias num país que não é rico, mas sempre que podemos, evitamos o seu pagamento.
A informação que disponibilizamos é retirada de sites na Internet, alguns oficiais, outros não. A localização dos pórticos não é precisa em termos geográficos, estando localizada sensivelmente a meio dos troços portajados, quando se desconhece a sua localização mais precisa. Não podem ser imputadas ao Poupar Melhor quaisquer falhas que daí derivem… À medida que formos recebendo informação mais precisa, procederemos à actualização dos mapas disponibilizados. Contamos convosco para tal, bem como para a detecção de eventuais incorrecções.
- No início era a ganância dos bancos, a liberalização, a falta de regulação, uma política monetária demasiado frouxa, o consumismo. E foi.
"A crise" era uma coisa que se passava no sector financeiro com extensões ao mercado imobiliário - era a crise do "sub-prime".
Mas rapidamente se desenterrou "o risco sistémico" e o argumento do "too big to fail". Resultado: os prejuízos de bancos, credores e depositantes foram "socializados", ou seja, assumidos pelos governos em nome dos contribuintes. Em simultâneo, a "grande recessão" provocada pela falência dos bancos provocou uma queda acentuada das receitas fiscais e um aumento da despesa e dívida pública - á anteriormente estas tinham atingido níveis pouco saudáveis em resultado do crédito demasiado barato e acessível.
Começou assim a temer-se pela solidez financeira dos estados. Seguiram-se os cortes nos ratings, o aumento das taxas de juro dos títulos do tesouro, as dificuldades de "acesso aos mercados".
- A causa da crise passou a ser o excesso de despesa pública e a irresponsabilidade "criminosa" dos políticos que, em tempo de vacas gordas (com a barriga à mostra e piercing no umbigo), não fizeram "as reformas", nem cortaram "as gorduras" do Estado. E foi.
A resposta foi enviar os culpados para o exílio em Paris e implementar a Austeridade.
Mas a coisa foi mais difícil do que se pensava e também não dava muito jeito a amigos e conhecidos. Resultado: corte-se onde é mais fácil. Diminuam-se os ordenados dos funcionários públicos que são mandriões, ganham demasiado e têm segurança no trabalho. E fez-se.
Para vender a ideia, bastou dividir a sociedade em duas e criar um bode expiatório. Clássico.
- Mas existem dois factos que não integráveis nesta "narrativa":
- Em primeiro lugar, investiguem-se as causas directas do aumento da dívida pública durante o regime socratista. Durante o consulado do filósofo-rei, "o melhor primeiro-ministro de sempre", dizia-se, a dívida pública em percentagem do PIB aumentou 30 pontos percentuais. Pergunto: este aumento de dívida e o antecedente aumento de despesa foram provocados por uma aumento do número de funcionários públicos ou dos seus salários ? E a resposta é NÃO e NÃO (diminuição em termos reais neste período). Tenho tentado nestes últimos dias apresentar alguns exemplos de despesismo - à média de muitas centenas de milhões de euros por dia -, que conduziram ao resultado recorde acima mencionado. É ler por aí abaixo.
- E, depois, temos esta questão de fundo: o problema actual não é o desequilíbrio orçamental, mas sim o desequilíbrio externo. Até que ponto as políticas até agora seguidas permitem resolver este problema ? O corte de despesas foi dirigido para a redução do deficit comercial, do deficit da balança de rendimentos ? Não, antes pelo contrário no 2.º caso. Acresce que a austeridade aumenta as necessidades de financiamento do sector privado - cuja dívida externa é o dobro da dívida pública externa - agravando a posição destas entidades em relação aos seus credores externos.
- Em primeiro lugar, investiguem-se as causas directas do aumento da dívida pública durante o regime socratista. Durante o consulado do filósofo-rei, "o melhor primeiro-ministro de sempre", dizia-se, a dívida pública em percentagem do PIB aumentou 30 pontos percentuais. Pergunto: este aumento de dívida e o antecedente aumento de despesa foram provocados por uma aumento do número de funcionários públicos ou dos seus salários ? E a resposta é NÃO e NÃO (diminuição em termos reais neste período). Tenho tentado nestes últimos dias apresentar alguns exemplos de despesismo - à média de muitas centenas de milhões de euros por dia -, que conduziram ao resultado recorde acima mencionado. É ler por aí abaixo.
"O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse sexta-feira, em entrevista à televisão brasileira Globo, que Portugal tem de fazer um "caminho de mudança de regime económico" apostando mais nas empresas e na abertura da economia ao exterior: "O caminho que temos de fazer é um caminho de mudança de regime económico, apostar mais nas empresas, mas na abertura da economia ao exterior, mais no empreendedorismo e na inovação dos portugueses, libertá-los do peso desta dívida, que vai demorar tempo, mas tem que ser feito, reduzir os gastos do Estado e das despesas públicas"É uma utopia cujo fundamento ideológico fica escondido debaixo das "inevitabilidades" da "emergência nacional".
Uma mudança de regime económico orquestrada a partir de cima implica uma revolução nas vidas das pessoas. Independentemente do resultado final, o processo de transição é sempre mau, pelo menos para determinados grupos da população. Destroem-se modos de vida, relações sociais, as necessidades mais básicas deixam de ser satisfeitas.
Quando foi aplicado o "tratamento de choque" na União Soviética, uma classe de bandidos tomou conta das empresas e dos recursos do país, enquanto o nível de vida e a esperança de vida do cidadão comum diminuíram. Só em 2007, 16 anos após o fim da URSS, o PIB da Rússia ultrapassou o nível que existia em 1990 (E mesmo assim só com o perdão da dívida externa).
É o que nos espera.
O empobrecimento, já prometido pelo primeiro-ministro, vai durar umas décadas. Ah, e os funcionários públicos farão o papel de minoria branca na África do Sul pós-Apartheid.
Parabéns aos sobreviventes que vão poder começar a comprar clubes de futebol na Inglaterra.
Mas o aspecto mais relevante do artigo nem é esse. Pedro Adão e Silva põe em relevo que este ataque brutal ao funcionalismo público não se deve apenas, nem sobretudo, aos constrangimentos orçamentais. Faz parte de uma estratégia mais vasta de destruição do Estado — procurando fazer de Portugal o “laboratório de um radicalismo anquilosado”:
- 'A lógica perversa de compressão salarial na função pública vai produzir efeitos nefastos. Além da desmotivação, os incentivos para a saída dos mais qualificados são tantos que a capacidade da administração para defender o interesse público ficará ainda mais fragilizada e a degradação progressiva dos serviços será inevitável. Não por acaso, esta semana já pairou a ameaça de uma debandada geral de médicos que estão em exclusividade no SNS.
Esta reforma do Estado irracional e feita ad hoc esconde objetivos políticos. Por um lado, é-nos dito que a via para a competitividade do país passa pelo empobrecimento generalizado na função pública; por outro, é recuperado, com trinta anos de atraso e particular intensidade, um conjunto de ideias muito populares nos meios académicos sobre as ‘falhas de Estado’ e a forma como os funcionários de topo, em última análise, se apropriam dos recursos públicos, promovendo uma lógica despesista extravagante. Só isso pode explicar a ambição de desmantelar os serviços públicos que está na base da ação deste Governo. Que Portugal tenha sido escolhido para laboratório de um radicalismo académico anquilosado é, se nada mais, assustador.'
- ‘(…) Quando os ideólogos de serviço insistem em demonizar tudo o que é público, talvez não fosse má ideia mandar-lhes a fatura e pedir-lhes para darem a sua douta opinião sobre o caso [a falência do Europarque, que vai ser paga pelo Estado].’
Só há uns dias é que reparei que no Google Maps há agora uma opção de Traffic para Portugal. A opção terá aparecido recentemente, dado que em meados de Julho ainda não estava disponível em Portugal. Como podem ver pela imagem ao lado, é possível ver os locais onde o trânsito está mais lento. Para além disso, é possível ver qual o trânsito esperado para um determinado período da semana, baseado em condições passadas.
O serviço está disponível quase exclusivamente para as auto-estradas e vias rápidas. Está disponível para vários locais do País, mas ainda falta uma parte substancial. Junta-se a outros serviços muito úteis, como o Google Transit ou o Street View. Para os utilizadores do Google Maps no iPhone já é possível usar esta funcionalidade, dispensando assim algumas das milhentas apps que tinha de manter para saber o trânsito. E poupar potencialmente muito tempo!
- "A maior fatia da dívida dos PALOP a Portugal é a de Angola - 698 milhões de dólares (440 milhões de euros), que no âmbito de acordo bilateral assinado em 2004 serão pagos a partir de 2009 (cinco anos de carência), ao longo de 30 anos, com uma taxa de juro de um por cento".
- [04/10/2010]"A dívida oficial dos países africanos lusófonos a Portugal aumentou 120 milhões de euros em 2009, totalizando 1,556 mil milhões de euros, devido sobretudo aos empréstimos a Angola garantidos pelo Estado português, revelou o Banco de Portugal.